04 de ago. de 2016 - Por bruno
Foto: Divulgação
Os representantes dos servidores que atuam na Segurança Pública do Rio Grande do Norte realizaram uma coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (4), com objetivo de cobrar do Governo do Estado melhores condições para o combate a violência e de mostrar a sociedade que os operadores da Segurança têm planejamento estratégico e sugestões que não são aproveitadas pelos gestores.
“Esse grupo foi formado em 2014 e vem se reunindo desde então para estreitar os diálogos, projetos e sugestões a serem postas em prática pelos governos. Nesse período, já realizamos várias reuniões, seminários e atos públicos, bem como elaboramos um documento com pontos que consideramos cruciais para a retomada do controle da segurança por parte do Estado. Entregamos esse documento ao Governo do Estado e solicitamos uma reunião com o governador Robinson Faria, em novembro do ano passado, e até hoje o Fórum não foi chamado a participar de nenhuma reunião ou planejamento de ações. Ou seja, o Governo e os gestores da Segurança excluem os próprios operadores e o resultado é esse que estamos vendo nos últimos dias”, argumenta Paulo César de Macedo, presidente do SINPOL-RN.
No documento, estão propostas para curto, médio e longo prazo, como: Integração entre as forças policiais municipal, estadual e federal, através do comitê integrado de emergência das forças de segurança pública no RN; Fortalecimento da investigação e inteligência policial; Melhoria e manuntenção das instalações das unidades de segurança pública, com reformas, construções e padronização; Valorização dos Agentes de Segurança Pública e definição da carga horária para garantir o descanso semanal; Transferência imediata dos líderes dos grupos criminosos que atuam nos presídios estaduais do RN para o presídio federal de Mossoró; Captar recursos públicos para reestruturação dos presídios; Efetivação do regime disciplinar diferenciado nos presídios do RN; Realizar força tarefa entre o Judiciário, SEJUC e Defensoria Pública para analisar a população carcerária; Imediato planejamento de ingresso através de concursos públicos para preenchimento das vagas em aberto nos quadros de todas as forças policiais; Interligação de todo sistema de segurança através da rede mundial de computadores e rede interna; e Reformulação do currículo de formação dos operadores de segurança pública.
A coletiva foi realizada pelo Fórum de Servidores da Segurança, que conta com as seguintes entidades: Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública, Associação de Cabos e Soldados da PM, Associação de Subtenentes e Sargentos da PM, Associação dos Bombeiros Militares, Sindicato dos Policiais Federais, Sindicato dos Agentes Penitenciários, Sindicato dos Guardas Municipais, Sindicato dos Agentes de Trânsito e Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais.