14 de jun. de 2020 - Por Rodrigo Freire
Foto: Samuel Sánchez
Um império em crescimento desde 1984, o Cirque du Solei, desmoronou-se nos últimos três meses, por culpa da pandemia que parou o mundo dos espetáculos, mas não só.
Embora fosse considerada a maior produtora de espetáculos do mundo e com um capital bastante acima de da média no setor, a empresa canadense possui uma dívida de 815 milhões de euros há cerca de cinco anos, revelou o jornal espanhol El País.
O cofundador e ex-proprietário, Guy Laliberté, afirmou que estava disposto a recomprar a empresa para tirá-la do buraco e o grupo canadense Quebecor também expressou o seu desejo de injetar capital, embora não o possa fazer de momento, dizem os seus gestores, uma vez que a atual administração do Cirque du Soleil se recusa a divulgar as contas verdadeiras da empresa, acusando a Quebecor de pressionar para desvalorizar as ações e comprar a empresa por um preço baixo.
Por enquanto, a única entidade que já injetou dinheiro na empresa foi o governo de Quebec, que aprovou um empréstimo de 182 milhões de euros para impedir que um dos maiores motivos de orgulho dos canadenses se afunde.
O Cirque du Soleil nasceu e está sediado na cidade de Montreal e emprega cerca de cinco mil pessoas. Agora, 95% foram colocados em lay off, que vai desde a redução de jornadas de trabalho ou suspensão de contratos de trabalho para evitar demissões, inclusive de artistas e produtores dos 20 shows da companhia.
Apesar dos 182 milhões de euros recebidos do governo de Quebec e de outros 45 milhões que os proprietários injetaram no início de maio, a empresa tem que fazer um reembolso de cerca de 150 milhões para quem já tinha comprado ingressos para os espetáculos que foram cancelados.
Embora a situação seja muito complicada, os trabalhadores permanecem calmos. “Continuamos otimistas. A empresa até ao momento não cancelou espetáculos, apenas adiou os que estavam agendados para os próximos meses”, disse ao El País o artista espanhol Mateo Amieva, que planejava viajar para Buenos Aires nos próximos dias para continuar a turnê do espetáculo ‘Messi 10’. “Temos sempre períodos em que não fazemos espetáculos e por isso não recebemos, mas o dinheiro das turnês compensa isso. Porém, agora a paralisação é mais longa e temos que a suportar o máximo possível”, acrescentou.
Com informações de El País
Fonte: Blog do BG
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