26 de dez. de 2015 - Por bruno
El Páis
A telefonia móvel nasceu da necessidade de falar em movimento. Essa funcionalidade mudou radicalmente nos últimos tempos. A generalização dos smartphones, ou telefones inteligentes capazes de se conectarem à Internet, e o aparecimento das redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, revirou essa funcionalidade básica de telefonia. A Internet está devorando a telefonia móvel no mundo, e, no Brasil, as operadoras brasileiras tiveram uma prova acachapante de sua perda de hegemonia com a comoção provocada pela interrupção por quase 13 horas do WhatsApp, em punição pelo não cumprimento de uma medida judicial brasileira.
As mensagens de texto há tempos se tornaram um anacronismo. E agora chega a vez dos telefonemas. Trata-se uma tendência global. Essa mudança de hábitos, que desloca o usuário de um universo analógico e individualista para outro digital e socializado, tem uma dupla consequência empresarial e sociológica. No caso do Brasil, também jurídica e geopolítica: afinal, como deve ser a relação dessas empresas globais de aplicativos —o WhatsApp foi comprado pelo Facebook— com as justiças nacionais?
Fonte: Blog do BG
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