15 de jul. de 2013 - Por bruno

Se tivesse pronto da ser utilizado hoje, o Aeroporto Internacional Aluízio Alves (São Gonçalo do Amarante), serviria mais às empresas farmacêuticas que vendem remédio para dor de cabeça e para pressão do que a passageiros.
O Blog do BG percorreu um dos principais trajetos que será utilizado pelos usuários do novo equipamento aeroviário da região metropolitana. A constatação é desalentadora: 59 minutos para ir, e uma hora e 22 minutos para voltar, considerando o trecho entre o Midway Mall e o início dos acessos ao aeroporto. Ao todo, foram duas e vinte e um minutos. Isso mesmo, quase o tempo de voo para o Rio de Janeiro.
O início do trajeto começou às 6h50 de hoje, na Bernardo Vieira, altura do Midway Mall. De lá até atingir o ponto de acesso do novo aeroporto passou-se uma cinquenta e nove minutos. O trajeto da volta durou quase uma hora e meia e foram registrados três engarrafamentos. O trecho é de cerca de 14 quilômetros.
O novo aeroporto será inaugurado em abril do próximo ano. Daqui para lá, os investimentos que se prometem se resumem às obras de acesso. Com sorte, com a qual não devemos contar, as obras de intervenções na Avenida Bernardo Vieira, anunciadas pela Prefeitura do Natal, podem contribuir para alguma coisa de bom.
A situação é no mínimo um desrespeito. O Consórcio Inframérica faz a sua parte e obedece o cronograma de obras. Vai colocar o equipamento para funcionar porque precisa do retorno financeiro do investimento. Enquanto isso, o Governo do Estado ainda tenta destravar a burocracia para fazer as obras de acesso deslancharem.
Anunciado como redentor para os problemas do Estado (quem não se lembra das promessas de desenvolvimento definitivo por causa desse aeroporto? Quem não se lembra do festival de fotos das assessorias todos em polvorosa com as mãos para cima na bolsa de valores quando foi anunciado o consorcio vencedor da “redenção do estado? ), o novo terminal aeroviário caminha para ser pior do que já o Augusto Severo, de quem não se escuta um elogio, pelo contrário: só críticas pela infraestrutura deficitária oferecida.
De certa forma não é surpresa o quadro desenhado, já que é hábito por aqui fazerem as coisas pela metade, vide a Ponte de Todos, que ainda aguarda pelas obras – também – de acesso.
No caso do aeroporto, o problema reside na falta de projetos estruturantes para a malha viária. Como se concebe um equipamento desses sem um plano de mobilidade adequado aos impactos que ele deve causar na região? Aliás, tal plano com certeza deve existir. O que não existe é espírito público para emplacar o que é de interesse da coletividade.
Vale ressaltar que todo o trajeto foi feito de carro!!!
Fonte: Blog do BG
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