05 de out. de 2011 - Por bruno

Foto: Divulgação
A história foi contada pelo advogado Eduardo Mahon, de Mato Grosso, no site Consultor Jurídico.
Marcos Machado, promotor de Justiça daquele Estado, se licenciou para assumir cargo no Executivo. Voltou ao MP e se tornou mais tarde desembargador do Tribunal de Justiça do MT.
Ironicamente, o MPF obteve do Judiciário ordem para bloquear os bens do ex-governador do estado, Blario Maggi e de Marcos Machado, que foi seu secretário de saúde, além de outras pessoas, envolvidas numa suposta dispensa irregular de licitação.
Agora, o julgador Marcos Machado vê o que o promotor Marcos Machado provavelmente não via: os excessos do MP.
“Bloquear bens de alguém que nem sequer era gestor na época dos fatos é uma rotunda ignorância! É um traque, uma blague processual”, diz Eduardo Mahon, que continua:
“Como declarou o atual desembargador, falta ética e compostura ao membro do Ministério Público que nem chegou a ouvi-lo. É sempre assim – as conclusões são tomadas de forma açodada, precipitada, na base da cabeçada como numa aposta em roleta para ver se o Judiciário concede ou não as medidas folclóricas que pretende”.
Felizmente, o mundo dá voltas.
E as voltas que o mundo dá conduziram um atuante, militante e apaixonado membro do Ministério Público ao Poder Judiciário para lá sofrer com os abusos de seu órgão de origem.
Após reverter a bisonha decisão contra si, ganharemos, ponderou Mahon, um julgador não só preparado, mas portador de experiências de vida que vão garantir ao jurisdicionado o direito ao devido processo legal que o desembargador não teve até agora.
Fonte: Blog do BG
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