03 de out. de 2011 - Por bruno

Foto: Divulgação
Acusado de agredir a estudante Rhanna Diógenes, na sexta-feira (30), na boate Peppers Hall, na Zona Sul da capital, o comerciante Rômulo Lemos falou com exclusividade ao Blog do BG, na manhã deste domingo (1º), através de sua defesa, o advogado Durvaldo Varandas, criminalista do escritório Laurentino, Rocha & Varandas Advogados Associados.
De acordo com ele, o seu cliente não praticou a agressão da qual é acusado e tem se sentido “injustiçado” em razão da perseguição que sofreu imediatamente após os eventos.
A versão da defesa é a seguinte: na sexta-feira, na boate, Rômulo se aproximou de Rhanna, que estava em um sofá, e a cortejou. “Típico de qualquer homem solteiro essa aproximação”, comentou o advogado. A universitária teria lhe dado, rudemente, um fora.
A forma com que a garota se dirigiu a Rômulo teria lhe despertado a reação imediata, externada na ironia que fez à estudante: “Mas olha, eu levando um fora de uma gordinha dessa”, disse. Isso posto, se afastou da universitária.
Em um segundo momento, ambos tiveram um reencontro num esbarrão que a garota deu nele, fazendo-se de indiferente.
A noite transcorria normalmente, quando, no terceiro encontro, a garota chegou perto de Rômulo dizendo coisas que eram impossíveis serem ouvidas em razão do som. “Mas era perceptível que ela falava de forma raivosa, apontando o dedo para a cara dele”, diz o advogado.
Em seguida, a garota teria se aproximado mais ainda e colocou as mãos na gola da camisa de Rômulo, “que num ato de reflexo e defesa lhe se esquivou da estudante”, explicou o advogado. Nesse instante, Rhanna foi ao chão.
“Ele [Rômulo] não sabe precisar se ela caiu em razão de o piso estar deslizante, ou por causa dos sapatos que ela usava, ou porque ela se desequilibrou quando ele se defendeu”, afirmou Varandas.
O rapaz partiu para casa. No meio do caminho, recebeu uma ligação de uma colega médico, que lhe informara que a garota machucara o braço, ocasião em que Rômulo teria lhe pedido para o colega fazer o que pudesse por ela.
O mesmo amigo médico teria intermediado ajuda do SAMU para socorrer a garota, que teve o braço quebrado em dois locais em razão da queda.
Entre as 3h e 4h do sábado, mais desdobramentos. Uma caminhonete com quatro jovens, um armado com pistola, estacionou em frente ao condomínio no qual mora o rapaz, em Nova Parnamirim, e abordou o porteiro.
“Eles gritavam que queriam saber qual era o apartamento de Rômulo. Colocaram a arma na cabeça do porteiro, que é novato e dizia não conhecer Rômulo. O que estava armado disparou para cima e depois eles partiram”, detalhou o advogado.
Tanto o comerciante quanto o condomínio apresentaram queixa do caso na DP de Parnamirim. A cápsula do disparo foi guardada como prova do ato.
Segundo Varandas, Rômulo se sente confiante nas imagens da boate, às quais a acusação teria tido acesso. “Ele diz que se eles tiveram mesmo acesso às imagens vão ver que a versão dele é a verdadeira”, comentou o advogado.
O caso tramita na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), na Ribeira, mas, dada a descaracterização do caso com a Lei Maria da Penha, defende Durvaldo, a defesa espera que as investigações sejam transferidas para a DP de Ponta Negra, especializada em casos do tipo.
Fonte: Blog do BG
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