23 de mai. de 2016 - Por bruno
Por interino
Billy Whitaker, 15, que vive na cidade de Cornwall, na Inglaterra, sofria de convulsões diárias desde os oito anos de idade. Em razão disso, ele foi submetido a uma cirurgia convencional, removendo a parte de seu cérebro que estava falhando e causando os ataques, mas não houve sucesso.
No entanto, e a partir de uma nova tecnologia experimentada pela primeira vez – que consistia em um robô com eletrodos extremamente sensíveis que foram colocados no cérebro do jovem – uma série de incisões minúsculas foi feita para que os médicos conseguissem retirar com sucesso a parte do tecido responsável pela condição de Billy.
A cirurgia pioneira foi realizada no Hospital Bristol Royal para Crianças e o robô utilizado para a operação custou mais de 350 mil euros (mais de 1.5 milhões de reais). Os cirurgiões localizaram o epicentro de seus ataques e, com uma precisão absoluta, removeram essa parte falha, curando o jovem.
“Havia pequenas partes em seu cérebro que suspeitávamos que fossem responsáveis por causar esses ataques residuais”, relatou Michael Carter, um dos neurocirurgiões do caso, para o Daily Mail. “Usamos o robô para implantar uma série de eletrodos utilizando uma ultra e submilimétrica precisão para essas pequenas áreas do cérebro, a fim de verificar se os ataques de Billy estariam vindo dessas áreas”, completou.
Os médicos também acreditam que esse dispositivo representa uma transição revolucionária para a cirurgia de epilepsia. O robô, chamado de Neuromates, foi adquirido graças a doações de moradores locais para o Hospital, e os médicos decidiram que o adolescente era a pessoa ideal para receber a primeira cirurgia.
Desde a operação inovadora, que foi realizada no mês passado, o jovem não relatou mais nenhum ataque, o que faz com que os médicos acreditem que ele está curado para sempre da epilepsia.
Jornal Ciência
Fonte: Blog do BG
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