24 de ago. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
Aécio e Marina, entretanto, têm se apresentado como mais fiéis a esses três princípios. O tucano é o único a ter inscrito o tripé em suas propostas de governo entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Marina não o fez, mas, assim que sua candidatura foi oficializada pelo PSB na quarta-feira (20), o coordenador-adjunto da campanha, Walter Feldman, disse que “o compromisso dela é o tripé”, no qual “não se deve mexer”.
As duas candidaturas de oposição também se comprometem a reduzir a meta de inflação. A proposta de Aécio prevê uma diminuição para 2% dos atuais 4,5%. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Neca Setúbal – coordenadora do programa de governo de Marina –, previu fixar a meta em 3% até 2019.
Aécio e Marina também têm reforçado o apoio à autonomia do Banco Central – Marina, inclusive, está comprometida em garanti-la formalmente, por meio de lei, segundo Setúbal.
O documento apresentado por Dilma ao TSE, além de não prever redução da meta, indica uma flexiblidade maior em relação ao tripé econômico. A política macroeconômica do PT e dos aliados, diz o texto, é baseada numa taxa de câmbio flexível, mas “compatível com as condições estruturais do País”, inflação “baixa e estável” e “rigor da gestão fiscal”.
O discurso está em linha com a forma de atuação do governo. Desde agosto de 2013, o Banco Central vendeu US$ 66,2 bilhões para segurar o câmbio; a inflação, ao longo de todo o governo Dilma, esteve mais próxima do teto do que do centro da meta (veja tabela); e o superávit primário tem caído.
IG
Fonte: Blog do BG
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