11 de jul. de 2011 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Blog já havia abordado esse assunto. O leilão do Aeroporto de São Gonçalo não aconteceu porque simplesmente nenhum consórcio iria aparecer para participar. O deputado Henrique Alves ainda usa seu twitter para dizer que está tudo normal e que em abril de 2014 o aeroporto estará pronto. Nem todos os proprietários dos terrenos situados no sítio do futuro aeroporto foram indenizados, vocês imaginem uma obra desse porte ficar pronta em 24 meses. Porque tudo que é obra relacionada à Copa é nebuloso?
O blog reproduz texto do Jornalista Diógenes Dantas no portal Nominuto.com:
Os políticos são useiros e vezeiros de mentir ou escamotear a verdade dos fatos ao distinto público. Eles mentem. Não são claros. Não são sinceros. São omissos na maioria dos casos.
O leilão do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, marcado para 19 de julho, fracassou. Gorou, como se diz na gíria popular.
Ele estava fadado a ficar vazio no dia 19 deste mês, sem lances e sem propostas. Por causa disto ele foi adiado para 22 de agosto. Nada a ver com a necessidade de tempo para que as empresas analisassem cálculos dos investimentos, como tentou justificar o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Benito Gama.
O leilão fracassou e ponto final.
Isso ficou evidente em duas notinhas da edição de Veja esta semana. Uma na coluna Holofote, do jornalista Felipe Patury, e outra na Panorama Sobe e Desce.
Em Holofote, Patury escreve sobre o pito do ministro da Fazenda, Guido Mantega, nas empreiteiras. Em telefonemas do ministro aos donos das empresas foram citadas a recusa em participar da licitação do trem-bala entre o Rio de Janeiro e São Paulo, as dificuldades impostas às obras da hidrelétrica de Belo Monte e o fracasso do leilão do novo aeroporto do Rio Grande do Norte. O governo anda contrariado com a postura dos empreiteiros nestes casos.
Em Panorama, na coluna do Desce, Veja diz textualmente: “Gorou e acabou adiado o leilão do primeiro aeroporto brasileiro concedido à iniciativa privada, que será construído nos arredores de Natal”.
Ou seja, o leilão do novo aeroporto potiguar corre risco de ser esvaziado também em agosto porque ainda pairam dúvidas sobre o retorno do investimento, sobre as obras de infraestrutura sob a responsabilidade dos governso e sobre a segurança jurídica de uma área ainda em litígio. E estes grandes grupos não vão jogar dinheiro fora.
Aliás, desde que o Governo federal anunciou as concessões em aeroportos de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, eu fiquei com a impressão que o aeroporto de São Gonçalo do Amarante foi colocado no final da fila dos interesses das grandes empreiteiras. Os caras só têm olhos agora para o filé mignon do setor aeroportuário nacional.
O projeto de São Gonçalo é interessante, porta de entrada para três continentes, intermodal (cargas e passageiros), o escambau. Mas os caras desejam lucro garantido e imediato no filé mignon dos aeroportos de Cumbica, Viracopos, Galeão e Brasília. Essa é que é a verdade.
Segundo informou o secretário Benito Gama (Desenvolvimento Econômico), as grandes empreiteiras desejam facilidades nas terras de Poti. E elas conseguirão, não há a menor dúvida. O poder está no capital.
Fonte: Blog do BG
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