09 de out. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou parte de uma representação do PT contra o senador Aécio Neves (PSDB) devido aeroporto de Cláudio, em Minas Gerais, construído em uma área desapropriada pelo Estado na terra do tio-avô do tucano.
O aeroporto foi construído no final do segundo mandato de Aécio no governo mineiro e custou R$ 14 milhões aos cofres públicos. Além de operar sem homologação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Múcio Guimarães Tolentino, tio-avô de Aécio, é quem guarda as chaves do local. O caso foi revelado pela Folha de S.Paulo em julho.
Na representação, o PT pediu a abertura de investigações pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público), prevaricação, emprego irregular de verbas públicas e exposição de aeronave ao perigo, uma vez que pista opera sem homologação.
Para Janot, não há indícios suficientes para justificar a abertura dessas investigações criminais. Por outro lado, o procurador determinou que a representação fosse encaminhada ao MPF (Ministério Público Federal) em Minas Gerais para a avaliação de casos de improbidade administrativa.
De acordo com o PT, fora as questões criminais, o fato do tio-avô guardar as chaves do aeroporto, a falta de homologação da Anac, a escolha do local para construção e o custo da obra configuram casos de improbidade.
A decisão sobre a abertura de investigações para apurar os supostos casos de improbidade cabe agora ao MPF em Minas.
Procurada pela reportagem, a assessoria da campanha de Aécio Neves confirmou o arquivamento da parte criminal e disse que o caso agora está na instância competente do Ministério Público.
O coordenador jurídico da campanha do PT, Flávio Caetano, disse esperar que o MPF em Minas abra investigações. “Os indícios de improbidade são seríssimos”, pontuou.
FolhaPress
Fonte: Blog do BG
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