06 de set. de 2014 - Por bruno
Aliados da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, centraram no PT os ataques em razão das novas denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Numa série de depoimentos após acordo de delação premiada, o ex-diretor apontou o envolvimento de vários políticos, entre eles, deputados, senadores, governadores e de pelo menos um ministro com desvios de dinheiro de contratos da estatal com grandes empresas.
Coordenador geral da campanha de Marina, Walter Feldman defendeu o ex-governador Eduardo Campos (PSB), que é também citado no depoimento pelo ex-diretor da estatal, segundo a revista “Veja”.
— Temos muita confiança que o Eduardo Campos se comportava de maneira adequada — afirmou Feldman.
Ele acredita que Campos sofreu retaliação por atacar a gestão do PT à frente da estatal.
— As mais duras críticas do Eduardo eram em relação à degradação da Petrobras. Quando o Eduardo se colocou como adversário político, o PT passou a atacá-lo.
Feldman classificou a lista como “um novo mensalão”. Disse ainda que Marina, caso eleita, vai ter que elaborar um plano para “tirar a Petrobras da UTI”.
No horário eleitoral, exibido neste sábado, Marina não tratou da acusação contra o ex-governador. Apenas defendeu a sua gestão em Pernambuco, ao dizer que o estado foi o que mais melhorou no Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), divulgado na sexta-feira. A presidenciável também atacou a estratégia do PT de dizer que num eventual governo do PSB a exploração do pré-sal será abandonada.
— No meu governo, os recursos vão ser usados para saúde e educação, não para a corrupção — afirmou a candidata.
A fala foi gravada às pressas na noite de sexta-feira, depois que Marina deixou uma reunião com líderes dos partidos aliados em que a estratégia da campanha para rebater os ataques e a possível inclusão de Eduardo Campos na lista de Eduardo Campos foi discutida.
Feldman não acredita que a candidata seja prejudicada pela inclusão de Campos, de quem era vice, na lista.
— A Marina não tem nada a ver com isso. Ela simboliza justamente a crítica à gestão da Petrobras. Foi a velha política que levou a empresa para essa situação — disse Feldman.
Presidente do PPS, Roberto Freire defendeu que todo mundo deve ser investigado, mas acredita que o caso atinge com mais gravidade os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.
— Isso complica é a campanha da Dilma. Ela e o Lula é que são os responsáveis por entregar a Petrobras para a bandidagem. O delator foi nomeado por eles — disse o presidente da principal legenda aliada do PSB.
Freire disse que a “investigação não pode ser seletiva” e que a campanha eleitoral é um bom momento para colocar a gestão da Petrobras em discussão na sociedade.
— Não se pode falar de um citado e esquecer dos responsáveis pelo esquema.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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