08 de mar. de 2017 - Por bruno
Por interino
Linha de produção da Volkswagen em São Bernardo do Campo – MARCOS ISSA / Marcos Issa/Bloomberg News
A produção industrial iniciou 2017 interrompendo 34 meses consecutivos de quedas e registrou alta de 1,4% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. O mercado esperava queda de 0,5%. Na comparação com dezembro, o setor ficou estagnado, tendo um ligeiro recuo de 0,1%, em relação a dezembro. O mercado previa contração de 0,8%. Em 12 meses, a atividade acumula queda de 5,4%, segundo dados foram divulgados pelo IBGE na manhã desta quarta-feira.
Em relação a janeiro do ano passado, todos os quatro grandes grupos tiveram resultados positivos, 16 dos 26 ramos, 47 dos 79 grupos e 52,8% dos 805 produtos pesquisados. Bens de capital (3,3%) e bens de consumo duráveis (3,2%) assinalaram os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas.
Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (2,1%) e de bens intermediários (0,8%) também mostraram taxas positivas, com o primeiro registrando expansão acima da magnitude observada na média nacional (1,4%); e o segundo apontando o crescimento mais moderado entre as grandes categorias econômicas.
Entre as atividades, indústrias extrativas (12,5%) teve a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionada, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural.
Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (5,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,0%), de celulose, papel e produtos de papel (6,9%), de produtos alimentícios (1,6%), de metalurgia (4,2%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,3%), de produtos têxteis (10,8%), de outros produtos químicos (2,2%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (5%).
Entre as dez atividades que apontaram redução na produção, a principal influência no total da indústria foi registrada por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-11,1%), pressionada, em grande parte, pelo item óleo diesel. Também caíram máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,6%), máquinas e equipamentos (-4,9%), produtos de metal (-6,2%) e outros equipamentos de transporte (-9,4%).
Já na comparação entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, dois dos grandes grupos apresentaram taxas negativas: bens de consumo duráveis (-7,3%) e bens de capital (-4,1%). O primeiro eliminou parte do ganho de 12% acumulado nos dois últimos meses do ano passado; e o segundo intensificou o recuo de 3,8% registrado em dezembro de 2016.
Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (3,1%) e de bens intermediários (0,7%) cresceram. O primeiro acumula expansão de 7,4% em dois meses seguidos o segundo alta de 3,2% nos últimos três meses.
Metade dos 12 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas negativas, com destaque para o recuo de 10,7% registrado por veículos automotores, reboques e carrocerias, que interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 18,7%.
Outras contribuições negativas relevantes vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-12,5%), de máquinas e equipamentos (-4,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7%) e de produtos de borracha e de material plástico (-3,8%). Atividades que haviam mostrado taxas positivas em dezembro de 2016: 17,7%, 1,6%, 10,8% e 8%, respectivamente.
Entre os 12 ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média geral foram registrados por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (21,6%), com o primeiro eliminando parte da queda de 5,6% acumulada nos dois últimos meses de 2016; e o segundo recuperando a perda de 19,4% verificada entre setembro e dezembro do ano passado.
Outros destaques positivos sobre o total nacional vieram de produtos alimentícios (1,2%), de bebidas (5,5%), de indústrias extrativas (1,1%), de metalurgia (1,8%), de produtos de minerais não-metálicos (2,6%), de celulose, papel e produtos de papel (2,3%) e de outros equipamentos de transporte (6,4%).
A indústria registrou em 2016 o terceiro ano seguido de retração, com a produção encolhendo 6,6% no período. A queda do ano passado teve perfil disseminado de taxas negativas entre as quatro grandes categorias econômicas, entre 23 dos 26 ramos pesquisados e 63 dos 79 grupos. Também caiu a produção de 72% dos 805 produtos verificados pelo IBGE no ano passado.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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