23 de nov. de 2016 - Por bruno
Responsáveis por ajustes nada populares em seus Estados, os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), e do Paraná, Beto Richa (PSDB), não foram a Brasília na terça (22). Hartung enviou o secretário de Fazenda. Richa, a vice-governadora.
Diferentemente da maior parte de seus colegas, que pede ajuda da União para arcar com o salário do funcionalismo, os dois optaram pelo ajuste —via quase sempre evitada pela classe política.
“Não é justo beneficiar quem não fez ajuste”, diz Hartung. “Se queremos tirar efeito pedagógico disso tudo, temos de valorizar quem fez.”
Richa segue a mesma linha. Para ele, o governo federal deve auxiliar os Estados “apenas no que for possível”.
O governador capixaba diz que corta despesas desde que assumiu, em 2015. Há dois anos o funcionalismo não tem aumento. O Espírito Santo saiu, assim, de deficit primário (receitas menos despesas antes do pagamento de juros) bilionário em 2013 e 2014 para superavit em 2015.
No Paraná, o ajuste começou no fim de 2014, quando Richa já estava reeleito. O tucano aumentou o IPVA e o ICMS e passou a cobrar contribuição previdenciária de servidores aposentados. Como resultado, o deficit em 2014 virou superavit primário de R$ 1,8 bilhão em 2015.
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Folha de São Paulo
Fonte: Blog do BG
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