14 de ago. de 2020 - Por Júlio Rocha

Foto: Divulgação
Bem-vindos! Sejam todos bem-vindos! Calma. Muito bom receber todos vocês aqui em nosso artigo. Percebo que tem sempre gente nova. Hoje temos o prazer de receber ecologistas, ambientalistas, verdes, curiosos e nossos leitores assíduos de sempre. — Vou dar um alô especial para D. Albaniza que sempre nos prestigia.
Vamos se acomodar, minha gente. O artigo já está começando. Procurem um local confortável para relaxar e soltar as tensões. Se não tiver lugar para todo mundo, os haters podem ficar de pé — brincadeira — é sempre bom contar com vocês, também.
Peço que deixem as perguntas para o final. Isso quer dizer que leiam e depois comentem.
— Haters, se comportem. Não desejo derrubar o cajueiro, não. Foi só força de expressão. Hoje vocês estão demais.
Voltando, é o seguinte: todos os anos quando passo por Pirangi vejo o nosso Cajueiro invadindo a rua — sentido Natal- Pirangi. Em Janeiro, temos que enfrentar quilômetros de filas porque ninguém tem coragem de aparar alguns galhos que avançam sobre a rua. Sabe por quê? Porque no outro dia, o adversário político vai chamar as criancinhas do colégio para abraçarem o cajueiro e fazer um desenho ao lado da árvore. No final, close na lágrima da criança com a emoção manipulada — tudo devidamente filmado e disponibilizado nas TVs e redes sociais.
Resultado: Essa “denúncia” é um pretexto para capitalizar votos e deturpar a realidade para que o nosso corajoso político perca votos porque tomou uma decisão politicamente incorreta. Não sou 100% contra o politicamente correto. Cada caso é um caso.
Você pode não se incomodar com as inúmeras horas perdidas, ano após ano, no trânsito. Nem com o combustível gasto, nem com as pastilhas de freio corroídas, nem com o stress. Mas não pode ficar insensível ao fato que, se tivermos uma emergência com uma das crianças que abraçaram ou não o cajueiro, ela poderá morrer simplesmente devido às complicações de trânsito no entorno do cajueiro — que impediram ou retardaram o pronto-atendimento. E essas hipóteses têm chances reais de ocorrer.
É preferível correr o risco do que podar alguns galhos da árvore. Muita hipocrisia. E o galho vai avançar cada vez mais. Tomará a pista e invadirá as casas?
Em nossa cidade, temos inúmeras situações similares a esta que ficam impossíveis de serem resolvidas porque ninguém quer correr o risco de ser o “vilão” — e dessa forma, ninguém será o herói de fazer o correto.
E os órgãos fiscalizadores? No caso do cajueiro, precisamos que o Ministério Público quebre esse galho para a gente. Esse é um dos raros casos que a natureza vem devastar nossa paciência.
Vamos a outro exemplo: o presidente de Singapura desapropriou uma extensa faixa de favelas e vendeu a área para a iniciativa privada que pagou com inúmeros apartamentos escriturados em diversos condomínios — mais afastados do centro, porém com quadras esportivas, piscinas, gás encanado e, logicamente, em uma região totalmente saneada. Após vencer a resistência inicial, os benefícios foram enormes.
Se ocorresse aqui em Natal, imagino que uma liderança política rapidamente se apresentaria como o defensor dos humildes contra os capitalistas opressores. A lógica perversa é que trocariam votos pela garantia de nenhum benefício futuro. Tudo para que nada mude. Portanto, nada melhore. Isso tudo porque as pessoas têm um medo natural das mudanças. Imagine o que poderia ser feito na Praia dos Artistas, do Meio, do Forte e Santos Reis.
Às vezes, o remédio é amargo.
Seguindo na comparação, é como se o médico não pudesse aplicar a injeção no garotinho doente. Sempre chega um dizendo que é uma maldade furar a criança — talvez por má fé, talvez por ignorância, ele termina se beneficiando do menino doente e sugere deixar tudo como está e levá-lo para lanchar e depois se divertir no circo.
Medidas inicialmente antipáticas, devem ser tomadas sempre visando o bem estar futuro. Os aproveitadores, os vendedores do caos, é quem devem ser combatidos. Fica o apelo nessas linhas finais para que abandonemos o “fazer o que dá pra fazer” para o “fazer o que tem que ser feito”.
Antes de encerrarmos nossa atividade de hoje, registro a importância da comunicação com o dedo no pulso do povo — para auxiliar na sinalização dos benefícios a médio e longo prazo.
Nossa população, bem informada, através de campanhas esclarecedoras, poderão entender que tem mudanças que vêm para o bem.
Quando os resultados forem chegando, a gente toma uma pra comemorar. O caju, já sabemos onde pegar.
Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe.
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

05 de ago. de 2026

05 de ago. de 2026

05 de ago. de 2026

05 de ago. de 2026