02 de jan. de 2021 - Por Rodrigo Freire

Foto: Divulgação
Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas. Portanto, é sensato começar a aproveitar o que ainda resta. É de propósito esse pequeno melodrama inicial. A vida é uma benção e a sensação de finitude ficou mais evidenciada com a questão da Covid. Antes não se morria. Éramos eternos — assim como os jovens pensam que são. É que o assunto parecia tão distante que desviávamos o olhar. Agora, tivemos que encarar a realidade da tv e das redes sociais, e sabendo que podemos partir dessa para melhor, veio a ânsia de aproveitar. Não é a toa que muitos estão querendo viajar, trocar de carro e comprar casa de praia, se divertir. Não podemos esquecer de manter os pés no chão senão, daqui a um tempo quando a Covid passar, vamos descobrir que não se morre mais e que ainda temos vida pela frente. E contas para pagar.
Segundo o Dreams UK, em seu estudo “Sua Vida em Números” vivemos em média 79 anos. Passamos 26 anos dormindo e 7 tentando pegar no sono. — Acho que devo estar puxando essa estatística para baixo porque durmo 3 ou 4 horas e olhe, olhe. Bem, na média se gasta quase metade da vida dormindo e tentando dormir.
Passamos 13 anos e dois meses trabalhando;
8 anos e 10 meses em frente da TV;
5 anos e 5 meses nas redes sociais;
4 anos e 6 meses nas refeições;
1 ano e 4 meses praticando atividades físicas;
1 ano e 3 meses socializando;
E se somarmos todas as horas anteriores + tempo de viagem para outros lugares + namoros + períodos escolares, nos restam aproximadamente 8 anos e 2 meses para as outras atividades.
Então não adie sua felicidade. Literalmente não temos tempo para isso. Nem gaste seus anos remoendo o passado ou postergando sonhos. Dá para ser feliz hoje.
Assim como nos shows de final de ano na tv têm participações especiais, nosso primeiro artigo do ano, também tem. E a primeira é do Nizan Guanaes que se faz presente através de parte do seu texto que retrata brilhantemente essa questão:
“A pessoa luta para alcançar determinados objetivos na vida e, se e quando consegue atingi-los, quer mais e mais. A gente sonha com uma meta e, quando chega lá, começa a sofrer atrás de outra mais distante. Pedimos aos céus o que não temos, em vez de agradecermos o que já temos. E, quando atingimos o que tanto queríamos, aí queremos neuroticamente um novo objetivo. Ou seja, estamos sempre deixando para ser feliz na próxima conquista. Isso pode ser (e é) motivador, mas muitas vezes é enlouquecedor também.”
Outra participação especial em nosso artigo é do Filósofo Sêneca:
“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida. É parte da cura o desejo de ser curado. O amor não se define; sente-se. Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico”.
Quero agradecer imensamente a presença de todos em nosso artigo. Principalmente de você, caro leitor. Aproveito a leve ressaca de ontem para já finalizar dizendo que é tempo de ser feliz — não assuma uma postura passiva esperando que 2021 seja bom. Comece, sendo bom com você desfrutando sua felicidade já conquistada — ela será a base para você também ser bom com sua família, seus amigos e o próximo. E somente assim, podemos ter a certeza que muito mais que um novo ano, uma nova vida se inicia no dia de hoje.
Feliz você 2021.
Marcus Aragão
Publicitário
Instagram @aragao01
Fonte: Blog do BG
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