05 de nov. de 2021 - Por Ângelo Boanerge

Foto: Divulgação
Sempre assistimos filmes de ficção científica que vislumbraram um futuro que nunca chegou. Esperamos o ano 2000, 2020, e nada. Algumas evoluções, claro, mas ainda longe dos Jetsons. Algumas produções cinematográficas mostram um portal que ao ultrapassarmos, teríamos acesso a um mundo novo, totalmente diferente. Pois é, meu leitor entusiasta, esse portal tem nome: 5G. São inúmeras as possibilidades que se abrem com essa tecnologia que ninguém é capaz de definir todas as suas utilizações.
Não é apenas sobre uma velocidade que pode ser até 20 vezes maior do que a que temos hoje. A rede 3G tem uma média de velocidade de 8,82 Mbps (Mega bits por segundo), o que torna possível enviar fotos e vídeos para outros aparelhos. O 4G tem uma média de 45 Mbps permitindo transmissões online, além de atividades como ouvir músicas e assistir séries. A rede 5G consegue uma velocidade de até 20 Gbps (Giga bits por segundo). A alta densidade das redes 5G suportam até 1 milhão de conexões por quilômetro quadrado. Isto é, todos os objetos poderão estar conectados — a internet das coisas.
— O pai tá on! Com o 5G, a geladeira, a máquina de lavar e a cafeteira também estarão.
As aplicações serão infinitas. Já pensou sua geladeira avisar que o leite está acabando, ou melhor, avisar ao supermercado o que falta e você receber tudo em casa na maior praticidade? Carros autônomos, menos batidas, menos mortes e maior paz no trânsito? Que show, hein?! Tem mais.
Você poderá baixar seu filme com alta resolução em apenas um minuto. As florestas receberão chips e avisarão que estão em chamas. As academias terão aparelhos para exercícios que poderão monitorar sua saúde em tempo real. Cirurgias robóticas poderão ser feitas à distância. A inteligência artificial poderá ter seu uso exponencial, controlando, por exemplo, o trânsito, monitorando os ônibus, trens e embarques de passageiros. Na indústria, as máquinas gigantes conectadas à internet sem fio serão mais eficientes enviando dados, apontando problemas e encontrando soluções de forma autônoma. E, se você gosta de jogos, será incrível jogar com baixa latência (atraso). O ensino à distância e a telemedicina terão seu grande momento. O 5G poderá ajudar a diminuir as taxas de analfabetismo e melhorar a saúde de regiões mais remotas. Logicamente, com o incentivo do setor público para que tenham acesso a esses benefícios.
Você deve estar preocupado com o preço dessa tecnologia, certo? Olhe, tende a ser mais barato que a 4G. Pelo menos foi o que ocorreu em outros países. O custo do bit do 5G é menor. Quanto aos aparelhos, espera-se que o preço possa cair, tendo em vista que sua base de clientes irá aumentar.
— As paredes terão mais que ouvidos. Terão chips!
Quantas empresas não estão esperando o 5G chegar para lançarem seus aplicativos revolucionários? O lado preocupante é que elas terão uma infinidade de dados sobre as pessoas. O hackeamento humano será enorme. O lado bom é a possibilidade de produtos mais assertivos e adequados à realidade de cada um, porém teremos pouca privacidade e a manipulação das massas através das redes sociais será inevitável. Apesar de tudo, os benefícios parecem superar em muito os pontos que precisam de atenção.
A sociedade evoluirá. Com maior controle de tudo que nos cerca, poderemos aprimorar substancialmente a qualidade dos serviços e produtos em prol do ser humano e da natureza. É a ciência mais uma vez trazendo qualidade de vida e evolução — iluminismo puro.
Independente de preferências políticas, temos que reconhecer que foi uma conquista do governo Bolsonaro e do Ministro Fábio Faria. Seremos o primeiro país da América Latina a implantar o 5G.
De toda forma, não podemos esquecer que um em cada quatro pessoas não tem acesso à internet. Crianças de áreas remotas têm dificuldades para acessar aulas. Funcionários não conseguem acesso à rede para trabalhar. Terá que ser construída uma infraestrutura enorme para que possamos utilizar todos os benefícios do 5G.
Realmente falta muito no Brasil. Falta tudo. Com o 5G, quem sabe possamos nos conectar pelo menos com a esperança. Isso já será um bom sinal.
Por Marcus Aragão
Fonte: Blog do BG
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