29 de set. de 2011 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte é mestre em contradições – para não usar a palavra que começa em MEN e termina em TIR. Em 18 de agosto, o Tribunal de Justiça determinou a convocação dos 509 policiais civis aprovados no concurso realizado de 2009. O prazo para a posse foi firmado em dia 22 do mesmo mês. Passados mais de trinta dias da determinação judicial, que se deixe claro, nada foi feito. Os concursados ficaram apenas com uma promessa vazia.
Enquanto isso, e de forma arbitrária, o secretário de segurança do Estado, Aldair Rocha, anunciou ontem que vai promover em 2012 um concurso público para 500 novos policiais militares. O concurso é necessário, claro, mas fica a questão: por que os policiais civis, que até já passaram pelo curso de formação, ainda não estão trabalhando?
A própria governadora Rosalba Ciarlini, em recente entrevista, já disse que não há prazos para a convocação. “Quanto a isso não há novidade porque nós estamos com a Lei de Responsabilidade Fiscal nos impedindo. Não adianta ao mesmo tempo em que cria condição de convocar, não ter meio de fazer o seu pagamento pelo trabalho justo”, desconversou.
Se não há como sustentar os policiais civis, que dirá dos militares. Com isso, as cidades potiguares continuam enfrentando números alarmantes de violência. Mossoró, por exemplo, contabilizou ontem o 152º assassinato. Praticamente ocorre uma morte a cada dois dias.
Além disso, após greves em diversos setores no primeiro semestre, a governadora Rosalba Ciarlini prometeu implantar o Plano de Cargos e Salários, para todas as categorias do funcionalismo, no inicio deste mês. A promessa foi abortada no discurso.
Já estamos às portas de outubro, e, até o momento, nada foi posto em prática. O Estado se apoia na desculpa pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Estado alega que as despesas com pagamento do funcionalismo não podem ultrapassar um determinado limite prudencial, e este já atinge 49,79% das receitas do Estado. No entanto, a cada mês arrecadação de impostos alcança novos recordes. Em agosto, inclusive, a arrecadação chegou a R$ 275.582.768,59 (para ser mais exato).
Então, governadora, o dinheiro nós temos, agora cadê o cumprimento das promessas?
Se nada for feito até a próxima semana, aproximadamente 16 mil servidores ameaçam deflagram uma paralisação geral das atividades. Os indicativos de greve, para diversas categorias, já foram anunciados.
E viva o Rio GREVE do Norte.
Fonte: Blog do BG
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