13 de jun. de 2020 - Por bruno

Foto: Divulgação
Pelo terceiro fim de semana seguido, São Paulo irá se dividir em manifestações contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro. E, para reduzir a possibilidade de confronto entre grupos rivais, adotará um esquema de revezamento no uso da avenida Paulista acertado nesta semana com representantes do Ministério Público.
Manifestantes planejam as novas aglomerações, contrariando as recomendações durante a pandemia do coronavírus, principalmente na tarde de domingo (14), mas também há mobilização programada para este sábado (13) —assim como atos de bolsonaristas ou de antibolsonaristas em outras cidades do país.
Em meio ao impasse sobre a escolha da avenida Paulista, houve um acerto entre Ministério Público e organizadores para que haja um rodízio no local dos protestos.
Neste domingo, a manifestação contra Bolsonaro ocorrerá em frente ao Masp, a partir das 14h, já que, na semana passada, os bolsonaristas protestaram em frente à Fiesp, também na avenida Paulista.
Desta vez, os apoiadores do presidente farão sua manifestação a partir das 13h no Viaduto do Chá, na região central. O ato é organizado por pequenos grupos que vêm promovendo carreatas aos fins de semana, com ataques ao Supremo Tribunal Federal, ao governador João Doria (PSDB) e ao prefeito Bruno Covas (PSDB) devido ao isolamento social adotado durante a pandemia.
Com os antagonistas nas ruas, a Polícia Militar prepara um esquema de policiamento reforçado igual ao visto no domingo passado (7). Serão 4.300 policiais espalhados pela cidade especialmente em terminais de ônibus, trens e metrô. A PM utilizará drones e helicópteros, e os manifestantes serão revistados.
Os atos também serão monitorados com câmeras fixas e filmados pelos próprios policiais. Como no último fim de semana, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Ouvidoria da Polícia, a OAB e a imprensa poderão acompanhar os atos no Copom (centro de operações da PM).
Os antibolsonaristas, liderados por torcidas organizadas de futebol e pela Frente Povo sem Medo, comandada por Guilherme Boulos (PSOL), também esperam uma mobilização maior do que a do último domingo no Largo da Batata e minimizam a confusão vista na dispersão.
“Acredito que será maior até pela repercussão positiva que tivemos da manifestação anterior”, afirma Danilo Pássaro, do Somos Democracia, que reúne integrantes de torcidas organizadas de times de futebol.
Além da crítica a Bolsonaro, a manifestação adota discurso em defesa da democracia e da causa antirracista, reunindo grupos que se denominam antifascistas.
O último ato teve 3.000 pessoas, segundo a PM. Os organizadores apostam na mobilização de rua para pressionar pela saída de Bolsonaro.
“É importante transformar a correlação de forças dentro do Congresso Nacional, tem dezenas de pedidos de impeachment e diversos crimes de responsabilidades cometidos, mas o impeachment é politico, não é somente jurídico”, diz Pássaro.
Fonte: Blog do BG
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