02 de dez. de 2021 - Por Ângelo Boanerge

Foto: Reprodução / YouTube
O engenheiro civil Miguel Ângelo Teixeira Pedroso, 72 anos, afirmou em depoimento nesta quinta-feira (2), no segundo dia do julgamento dos quatro réus acusados de serem os responsáveis pela morte de 242 pessoas no incêndio na boate Kiss, que desaconselhou o proprietário Elissandro Spohr fazer a reforma do estabelecimento com espuma.
“Só um leigo ou ignorante na área poderia achar que espuma seja conveniente dentro de uma boate”, disse ele ao juiz Orlando Faccini Neto.
O material era usado no teto da boate e pegou fogo na noite da tragédia, em janeiro de 2013, dando início a um grande incêndio no interior do estabelecimento, em Santa Maria (RS). Alem das mortes, outras 636 ficaram feridas.
“Num estúdio, num local de treinamento de orquestra, o som a ser medido tem que ser exatamente o som que sai do instrumento e não o som que está reverberando no ambiente. Disse para ele ‘até faço, mas vou ter que cobrar de 4 a 5 vezes mais.’ Para fazer isso tem que medir todas as coisas que fazem absorção. Mas as pessoas que vão numa boate não querem conforto acústico, querem agitação acústica.”
R7
Fonte: Blog do BG
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