16 de mar. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
Boca-de-urna divulgada neste domingo (16) pela agência de notícias russa Interfax apontou que 93% da população da Crimeia votou a favor da união com a Rússia dessa região autônoma ucraniana. Cerca de 7% preferiu manter o região com o status atual. A participação nas urnas, ainda de acordo com Interfax, foi de 75,9%.
Os Estados Unidos e a União Europeia afirmaram neste domingo (16) que não reconhecerão o referendo realizado na Crimeia sobre a separação da Ucrânia. O governo norte-americano pede uma solução política a Moscou.
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pediu por telefone ao ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, que a Rússia apoie uma reforma constitucional na Ucrânia que protegesse os direitos de minorias como a população na Crimeia que fala russo.
O referendo de secessão da Crimeia, na Ucrânia, é ilegal e ilegítimo e seu resultado não será reconhecido, disseram em comunicado as principais autoridades da União Europeia neste domingo.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, também pediram à Rússia que diminua suas tropas na Crimeia para os números pré-crise e para áreas usuais de implantação.
Os ministros do Exterior da União Europeia decidirão as medidas possíveis em uma reunião em Bruxelas nesta segunda-feira (17).
Vladimir Putin disse à chanceler alemã Angela Merkel neste domingo (16) que o referendo na Ucrânia respeita as leis internacionais, segundo comunicado do Kremlin.
Putin prometeu respeitar a decisão da Crimeia, disse o Kremlin, ao mesmo tempo em que moradores da região votavam em um referendo para decidir se a península deve se separar da Ucrânia e se unir à Rússia
Os ministérios de Defesa da Ucrânia e da Rússia fecharam um acordo de trégua na Crimeia até 21 de março, segundo informou o ministro em exercício da Defesa da Ucrânia.
“Um acordo foi alcançado com a Esquadra do Mar Negro (da Rússia) e o Ministério da Defesa da Rússia para uma trégua na Crimeia até 21 de março”, disse o ministro ucraniano Ihor Tenyukh a jornalistas no intervalo de uma reunião de gabinete neste domingo.
A Crimeia, que abriga a frota russa no mar Negro, foi parte da Rússia até 1954, quando o então dirigente soviético Nikita Kruschev passou seu controle à Ucrânia.
Após a queda do ex-presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro, as populações das regiões sul e leste do país foram às ruas para protestar contra o que consideraram um golpe de Estado.
A Rússia, aliada de Yanukovich e com interesses na região, apoia esse movimento.
A península da Crimeia, de maioria étnica e língua russas e atualmente com um regime de república autônoma da Ucrânia, está sob controle de forças pró-Moscou desde 28 de fevereiro.
Fonte: Blog do BG
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