05 de out. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
A investigação sobre a morte de Amarildo de Souza, realizada pela Polícia Civil do Rio, reuniu 22 depoimentos de pessoas que teriam sido torturadas nos últimos seis meses pelos policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) localizada na Rocinha, favela da zona sul carioca.
De acordo com o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, apesar de não haver no inquérito uma testemunha que tenha visto Amarildo sendo torturado, os 22 relatos traduziriam como procediam os policiais sob o comando do major Edson Santos ao interrogar as pessoas consideradas por eles como suspeitas de ligação com o tráfico.
Entre as agressões, informou o delegado, choques elétricos e asfixias com uso de sacos plásticos eram recorrentes nos depoimentos.
“Estamos convencidos de que Amarildo sofreu este mesmo tipo de tortura”, afirmou o delegado.
A equipe da Divisão de Homicídios também grampeou, com autorização judicial, os telefones de todos os indiciados pelo desaparecimento do morador da Rocinha.
Em uma das ligações interceptadas, o policial Marlon Campos Reis em conversa com sua namorada mencionou a investigação em curso: “Eles já sabem o que aconteceu. Só não têm como provar”.
UOL Notícias
Fonte: Blog do BG
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