Bolo, reggae, peteca e vexame na Câmara Municipal do Natal
10 de jun. de 2011 - Por bruno
Foto Canindé Soares
No dia em que noticiário parecia morto, o presidente da Câmara Municipal de Natal, Edivan encheu o prato da imprensa.
Numa atitude impensada, e sem o apoio dos colegas e Mesa Diretora, expediu recomendação aos manifestantes do #foramicarla que ocupam o pátio da CMN.
Chegou a ser taxativo: “vocês têm até as 16h”. Passada a hora, o vexame se apoderou dele.
Foi um tiro no próprio pé.
Habeas Corpus expedido da 7ª Vara Criminal, pelo juiz José Armando determina que por mais dois dias, a segurança dos manifestantes está salvoguardada.
Mas isso é o de menos. De todo o modo eles estavam dispostos a ficar. Iriam resistir.
Agora há pouco, remeteram carta ao presidente, em que reiteram suas convicções e afirmam que não sairão até nova CEI, com relatoria ou presidência entregues à oposição, ser realizada.
Mais cedo, OAB e o Conselho Estadual dos Direitos Humanos prestaram apoio ao #foramicarla e argumentaram impensável o povo ser expulso de sua própria casa. Tudo isso torna mais vexaminosa ainda a decisão no pior estilo monocrático de Edivan Martins.
A falha do presidente fortaleceu o pedido de investigação dos aluguéis da Prefeitura e uma nova CEI deve ser aberta, com maior número de assinaturas.
Só para constar, o desgaste do vereador vem de longe. Ele é envolvido na Operação Impacto. Quem cobra lisura não a pratica em seu rincão.
Saem como líderes, Júlia Arruda e Júlio Protásio. A primeira compõe a oposição. Madura e equilibrada, levou alento conduzindo negociações para evitar conflitos.
O mesmo se atribua a Protásio, que mesmo sendo da bancada da prefeita, não se apequenou e fez o mais sensato. O que deveria ter sido feito para evitar um vexame.
Teve bolo depois dos discursos, para comemorar aniversário de alguns manifestantes e o tiro no pé de Edivan. Rola agora agora um reggae. À noite tem campeonato de peteca e quem sabe mais liberdade pra dentro da cabeça.