22 de abr. de 2020 - Por bruno

Foto: Divulgação
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, na noite desta segunda-feira (20), um acordo de cooperação internacional que visa garantir o acesso global a medicamentos, vacinas e equipamentos médicos para enfrentar a pandemia de coronavírus.
Apenas Brasil, Estados Unidos e outros 12 países, entre os 193 membros da ONU, deixaram de patrocinar a resolução.
Normalmente, os países votam as resoluções durante encontros promovidos pelo órgão. Devido à pandemia, a assembleia mudou as regras de votação e agora faz circular um rascunho do documento entre os Estados-membros.
Se um único país apresentar objeções à resolução dentro do prazo de avaliação, ela é derrubada.
Cada país pode endossar a proposta como patrocinador ou copatrocinador. Países que não escolhem uma dessas opções mas também não apresentam objeções à resolução estão, em tese, apoiando o texto.
Na prática, entretanto, deixar de expressar uma posição clara sobre a questão demonstra falta de entusiasmo pela causa. Neste momento de pandemia de coronavírus, entretanto, de acordo com diplomatas ouvidos, a posição representa uma aceitação de mau grado.
A Folha apurou que esse foi o caso do Brasil.
O texto da resolução, apresentada à Assembleia Geral pelo governo do México, “reafirma o papel fundamental” da ONU na coordenação de uma resposta global à pandemia e “reconhece o papel de liderança crucial desempenhado pela Organização Mundial da Saúde”.
Os EUA sob a liderança de Donald Trump têm se chocado com a OMS durante a pandemia.
Na semana passada, o presidente americano suspendeu os repasses feitos à instituição. Na ocasião, o líder do país que hoje lidera o ranking em número de casos e de mortes causadas pelo coronavírus disse que o órgão “falhou em seu dever básico e deve ser responsabilizado”.
Trump disse ainda que a organização promoveu desinformação criada pela China sobre o vírus –o que, segundo o republicano, provavelmente levou a um surto maior do que o previsto.
Endossar neste momento a resolução da ONU seria, então, uma medida contraditória.
Apesar de os EUA não terem apresentado objeções à resolução adotada nesta segunda, a Folha apurou que o país buscou uma articulação com outros Estados-membros para não ser o único a deixar de endossar a resolução.
O Brasil foi um dos convocados para aderir a essa coalizão. A Venezuela, os EUA e o Brasil são os únicos países das Américas a não patrocinar o projeto.
O alinhamento entre Brasil e Estados Unidos frente à resolução da ONU por cooperação internacional é mais um dos episódios em que as posturas de Bolsonaro e Trump em relação ao coronavírus apresentam semelhanças.
Ambos estão em conflito com governadores estaduais, defendem a reabertura da economia em um prazo que especialistas apontam como prematuro e perigoso e minimizaram a gravidade da pandemia em suas primeiras semanas —Bolsonaro continua nesta toada.
Procurado pela Folha, o Ministério das Relações Exteriores disse que o Brasil se “uniu ao consenso” dos demais Estados-membros para demonstrar apoio ao texto apresentado.
“Informamos que a referida resolução foi aprovada por procedimento silencioso, sem objeção da delegação brasileira, que acompanhou o consenso dos demais países”, disse, em nota, o Itamaraty.
Além de Brasil, EUA e Venezuela, Austrália, Coreia do Norte, Eslovênia, Gabão, Hungria, Irã, Paquistão, República Democrática do Congo, Romênia, Rússia e Somália também não patrocinaram a resolução da ONU. Nenhum dos países apresentou objeções ao projeto.
FOLHAPRESS
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

02 de ago. de 2026
![[VÍDEO] HUMILDE? Lula se compara a Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo em discurso na convenção nacional do PT](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2021%2F04%2FModelo-2.png&w=3840&q=75)
02 de ago. de 2026

02 de ago. de 2026
![[VÍDEO] LULA: "O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim, ou ele bate na mulher"](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2021%2F04%2FModelo-2.png&w=3840&q=75)
02 de ago. de 2026