30 de ago. de 2017 - Por bruno

O prefeito Carlos Eduardo Alves tem um longo de histórico de arrogância. Já demonstrou isso com a imprensa e também com outros setores. Já foi deselegante com policiais, com servidores, com eleitores e até com assessores diretos. Já foi deselegante com meio mundo. Mas agora ele exagerou.
Ao ser abordado em plena via pública por um repórter de televisão que perguntou sobre a Operação Cidade Luz, aquela que enviou para a cadeia integrantes de sua equipe de governo e levou ao afastamento do presidente da Câmara, o vereador e ex-secretário de Serviços Urbanos, Carlos Eduardo Alves extrapolou.
Disse que o assunto era “pauta prejudicada” e, não satisfeito, mandou o repórter Alex Costa, considerado um ótimo profissional de Comunicação, simplesmente criar “vergonha na cara”.
A arrogância se transformou em agressão.
O episódio mostrou que a Operação Cidade Luz, que investiga desvios de recursos financeiros na aquisição da montagem da decoração natalina e na iluminação publica de Natal, virou mais do que um tabu para o senhor prefeito.
A julgar pela explosão de mau humor, arrogância e agressividade do chefe da Administração Pública Municipal, que já chegou a afirmar que mandou até engavetar investigação no judiciário potiguar, a Operação virou espécie de fio desencapado. Curto-circuito na certa.
O prefeito poderia ter respondido que não é investigado. Poderia ter silenciado. Poderia ter adotado qualquer outra atitude.
Mas, com uma pose de dono do mundo peculiar e permanente no mandatário, preferiu mandar o repórter – que exercia apenas o ofício de questionar uma autoridade pública sobre um escandaloso caso de desvio de recursos públicos – criar “vergonha na cara”.
Deu curto-circuito no prefeito, foi?
Mas fica uma pergunta: quem está precisando criar vergonha na cara. O repórter, a imprensa, ou o prefeito e sua gestão?
Assista o vídeo:
Fonte: Blog do BG
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