08 de out. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Muitos natalenses precisam urgentemente rever seus conceitos.
Tem muita gente torcendo pelo fim do Carnatal. É a velha mania de muitos de torcer contra o sucesso alheio. Hoje após o BG mais uma vez sair na frente e anunciar que o evento não seria possível no prolongamento da prudente, teve gente que soltou foguetão e já postou: “será que vai ter?”
Não tenho procuração para defender a Destaque Promoções nem sou fã do Carnatal.
Mas vamos aos fatos:
O Carnatal tornou-se ao longo de mais de vinte anos o maior, senão o único grande evento de Natal e do Ereeeeeennnneee vei de guerra.
É verdade que o Carnatal gera transtornos na mobilidade urbana, produz poluição sonora, traz desassossego para um bocado de gente.
Mas também é verdade que o Carnatal atrai turistas, lota hotéis e restaurantes, paga altos valores em ISS, gera empregos temporários, movimenta economia.
Também é verdade que o reforço na iluminação, na segurança e na limpeza pública são pagos pela empresa promotora do evento.
Numa cidade que não tem tradição em carnaval, não tem um São João que preste, nem mesmo evento no final de ano que marca o aniversário da cidade, o Carnatal poderia ser visto como um evento que movimenta a economia e atrai jovens de todo o País.
Muita gente desembarcou e conheceu Natal em épocas de Carnatal. A micareta é festejada pelo Brasil inteiro, mas no seu berço querem matar.
Tem que lembrar de quanto o Carnatal já gerou de mídia gratuita e espontânea para essa cidade.
Vamos ser diretos, qual foi o mal que o Carnatal, que é considerada uma das maiores e mais importantes micaretas do País fez?
Que mal pode ter feito a Natal uma festa que gera empregos, atrai turistas e paga impostos?
Comemorar as dificuldades de realização do Carnatal e torcer pelo fim do evento é consagrar a frase, repetida por muitos, de que o sucesso em Natal incomoda muita gente.
Todo evento traz incômodos e transtornos. Será que o carnaval de Olinda não causa transtornos? E o carnaval de Salvador? E o Natal Luz de Gramado? E os festivais de música de Ouro Preto? E o São João de Caruaru e Campina Grande? E os poucos festivais de gastronomia que são promovidos no Rio Grande do Norte?
Claro que causam, mas nem por isso esses eventos deixam de receber apoio do Poder Público e investimentos da iniciativa privada.
Natal precisa valorizar mais o que é seu e não permitir que se acabe com bons eventos que causam transtornos, mas agregam valor ao turismo e a nossa capital.
Se a torcida contrária ao Carnatal sair vencedora, sugiro que se instale um painel na entrada da cidade aproveitando as palavras do jornalista Cassiano Arruda Câmara: “Bem-vindo a Natal, a cidade onde se gasta 200 para alguém não ganhar 20”.
Fonte: Blog do BG
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