03 de nov. de 2011 - Por bruno

Foto: Divulgação
Leio no Estadão que durante décadas, funcionários públicos colombianos enganaram centenas de índios analfabetos da tribo Wayúu e lhes deram cédulas de identidade com nomes como “Ferrari”, “Xixi”, “Marilyn Monroe” e “Cabeção”. Tem também “Alka-Seltzer”, “Land Rover”, “Tarzã”, “Coito” e “Telefone”, além de “Palhaço” e “Gorila”.
O caso pode parecer engraçado, mas não é. Trata-se de óbvia violação de um dos mais básicos direitos humanos. O nome da pessoa representa o aspecto imediato da identidade do indivíduo, é o modo pelo qual ele se faz representar ante a sociedade e, por outro lado, é a maneira pela qual esse mesmo indivíduo começa a formar uma ideia sobre si.
O nome, em resumo, é o que singulariza a pessoa – é o direito de ser ela mesma. Não é por outra razão que, ao ser privado de liberdade, a primeira coisa que um prisioneiro perde é seu nome, trocado por um número. Sua existência como indivíduo é anulada, ficando à mercê dos algozes.
O requinte de crueldade dos burocratas colombianos foi ter registrado todos os índios com data de nascimento em 31 de dezembro. Um documentário com o sugestivo título “Nascemos em 31 de dezembro”, que relata o drama da tribo, foi lançado recentemente na Colômbia. Algumas cenas podem ser vistas neste vídeo.
Fonte: Blog do BG
Carregando comentários...

21 de ago. de 2026

21 de ago. de 2026

21 de ago. de 2026
![[VÍDEO] ALIADO INDESEJADO: Em evento com Lula na Arena das Dunas, Samanda ignora Rafael e mostra que pedetista continua “barrado no baile” do PT](/_next/image?url=https%3A%2F%2Fassets.blogdobg.com.br%2Fuploads%2F2021%2F04%2FModelo-2.png&w=3840&q=75)
20 de ago. de 2026