18 de fev. de 2023 - Por Ângelo Boanerge

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
A operação do Ministério Público de Goiás que revelou uma quadrilha de manipulação de resultados na Série B de 2022 mostrou o funcionamento das instituições de investigação e, ao mesmo tempo, como estes esquemas já conseguem atuar mesmo em competições de maior visibilidade. Esta aparente contradição simboliza o que tem sido o trabalho de combate: uma corrida de gato e rato. Ao mesmo tempo em que Fifa, CBF e federações aumentam seus esforços, também cresce o número de partidas com indícios de adulteração.
Direto ao ponto: O aumento dos jogos suspeitos e o trabalho de combate no Brasil
Crescimento de jogos suspeitos no Brasil foi de 56% entre 2021 e 2022
A Sportradar, agência de monitoramento de apostas esportivas em âmbito mundial, identificou 139 jogos sob suspeita no Brasil em 2022. No ano anterior, foram 89. Um aumento de 56%. Os dados foram compartilhados com o GLOBO pela CBF, que tem contrato com a empresa, uma das principais nesta área de atuação, com clientes como a Conmebol, a Uefa e a Fifa.
Diante do crescimento de um problema que ameaça a credibilidade do negócio, o futebol brasileiro tenta se proteger. A CBF renovou seu contrato com a Sportradar no ano passado. O novo vínculo, até 2025, prevê não só o uso do sistema de monitoramento de apostas nas partidas das competições da entidade como dos Estaduais. Só este ano, 23 jogos já foram relatados.
Crescimento de partidas suspeitas é maior no Brasil que no mundo
A dificuldade de conter o avanço destes esquemas não é exclusividade do Brasil. O monitoramento da Sportradar identificou, no mundo inteiro, movimentações atípicas em mais de mil jogos de 12 modalidades esportivas no ano passado contra 905 em 2021. Só no futebol, foram 776 casos suspeitos em 2022 contra 697 no ano anterior.
Com informações de O Globo
Fonte: Blog do BG
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