02 de nov. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Por Gabriela Freire – Tribuna do Norte
Os dados da Pesquisa Confederação Nacional do Transporte (CNT) – Rodovias 2013-, divulgados nesta sexta-feira, 1, retratam os problemas muitas vezes sentidos na pele, ou no bolso, dos motoristas que circulam pelas estradas norte-riograndenses. Dos 1.783 km de rodovias avaliadas, 52,1% da extensão federal é classificada como ótima/boa e 47,9% como regular, ruim e péssimo. Já 100% da extensão estadual avaliada foi considerada regular, ruim ou péssima.
Da extensão avaliada, 1.453 estão sob gestão federal enquanto 330 sob gestão estadual. A pesquisa avaliou estado geral, pavimentação, sinalização e geometria. Na extensão total, considerando os trechos federais e estaduais no RN, os índices satisfatórios (ótimo e bom) sobre a conservação apresentam piora em relação ao ano anterior, 2012. Do total de 1.783 km avaliados — tudo nas mãos do setor público — 42,4% estão em condições ótimas e boas; e 57,6% entre regular, ruim e péssimo.
No ano passado, o índice entre ótimo e bom era de 46,8%. Por item, a avaliação é a seguinte: pavimento (56,1% entre ótimo e bom e 43,9% entre regular, ruim e péssimo), sinalização (28,3% entre ótimo e bom e 71,6% entre regular, ruim e péssimo) e geometria da via (17,6% entre ótimo e bom e 82,3% entre regular, ruim e péssimo).
A pior avaliação ficou por conta da geometria das vias, 82,3% dos itens avaliados foram classificados com regular, ruim e péssimo. Nessa característica são coletadas as variáveis associadas ao projeto geométrico da rodovia, que é diretamente relacionado à distância de visibilidade e à velocidade máxima que pode ser percorrida pelo motorista. Os princípios da segurança e do conforto do usuário são elementos essenciais a serem considerados durante a elaboração de um projeto de rodovias.
A classificação dada para a sinalização encontrada ao longo dos 1.783 km que cruzam o Rio Grande do Norte é a segunda mais negativa. Dos itens considerados nessa avaliação, 71,6% foram enquadrados como regular, ruim e péssimo. Entre os problemas identificados está a presença de placas cobertas com mato em 88,2% dos trechos avaliados. Em 30% da extensão coberta pela pesquisa, 534km, não foi registrada a presença de placas de indicação.
Os dados gerais também surpreendem quando mostram que mais de 92% das rodovias que cruzam o Estado possuem pista simples de mão dupla, aumentando o risco de acidentes. O item “pavimento” foi o que recebeu avaliação menos negativa, com 56,1% dos trechos classificados como ótimo e bom.
De acordo com o presidente da CNT, senador Clésio Andrade, os números mostram a necessidade urgente de aumentar os investimentos nas rodovias brasileiras, principalmente em duplicação. “O governo tem uma dificuldade gerencial. Muitos projetos não saem do papel. Há um excesso de burocracia. Os investimentos precisam ser ampliados de fato para que o Brasil possa melhorar sua competitividade”, disse.
Em 2013, o total autorizado pelo governo federal para investimentos em rodovias é de R$ 12,7 bilhões, muito pouco perto dos R$ 355,2 bilhões que a CNT estima que as rodovias do país precisam. Entretanto, apenas 33,2%, ou R$ 4,2 bilhões, foram pagos até o início de outubro. Em 2012, do total autorizado (R$ 18,7 bilhões), foram pagos R$ 9,4 bilhões (50,3%).
Esta é a 17ª edição da Pesquisa CNT, sobre Rodovias, na qual foram avaliados 96.714 quilômetros em 30 dias de coleta em campo. O órgão estima que as rodovias brasileiras necessitam de R$ 355,2 bilhões em investimentos, mas informa que o governo federal autorizou bem menos: R$ 12,7 bilhões. Os valores estaduais não foram contabilizados. Cerca de 66% da movimentação de cargas e 90% da movimentação dos passageiros ocorrem pelas rodovias do Brasil.
Fonte: Blog do BG
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