12 de fev. de 2026 - Por Gabi Fernandes
Foto: Divulgação
Em meio à cobrança de uma dívida tributária milionária — estimada em quase R$ 2 milhões — a empresa Camanor passa a questionar justamente uma das tradições culturais mais antigas de Guamaré: o “mela-mela” de carnaval.
Coincidentemente, no momento em que o Município exige o pagamento de tributos devidos, surge a narrativa de que o melaço de cana — utilizado há décadas na brincadeira popular — estaria causando impacto ambiental nos viveiros da empresa.
A pergunta que ecoa é inevitável: por que essa preocupação ambiental só ganha força agora?
A empresa, que busca anistia ou remissão integral do débito tributário, sustenta que o melaço biodegradável comprometeria sua produção.
É legítimo discutir meio ambiente. É legítimo discutir tributos. O que não parece razoável é transformar uma tradição popular em vilã exatamente quando há uma cobrança milionária em curso. Cabe refletir: trata-se de preocupação ambiental genuína ou de uma estratégia empresarial em meio a uma disputa tributária?
Guamaré conhece sua história. E, sabe separar tradição de conveniência.
Fonte: Blog do BG
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