17 de ago. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
O Globo
A declaração dada pelo chanceler uruguaio, Rodolfo Novoa, que o governo brasileiro teria tentado “comprar voto” do Uruguai para impedir que a Venezuela assumisse a presidência pro tempore do Mercosul causou uma bate boca no Congresso entre governistas e oposição no Senado. Na Câmara,o líder do PT, Afonso Florence (BA), protocolou um requerimento de convocação do ministro das Relações Exteriores, José Serra, para que preste “pessoalmente”, no plenário da Casa, explicações sobre a denúncia, publicada no jornal no jornal El Pais, de Montevidéu.
A discussão começou quando o senador José Aníbal (PSDB-SP) apresentou requerimento pedindo que fosse aprovado um “voto de aplauso ao governo brasileiro e ao ministro das Relações Exteriores, José Serra, pela decisão de não reconhecerem a Presidência pro tempore da Venezuela no Mercosul”. Segundo Aníbal, que assumiu no lugar de Serra quando ele virou ministro, a proposta tinha a assinatura de 29 senadores. O debate foi tão acalorado, que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) ligou para Serra, que, segundo ele, desmentiu que tenha pressionado o Uruguai a não repassar o comando aos venezuelanos.
— Fizemos contato com o senador José Serra logo após a leitura da notícia aqui. Queria esclarecer, primeiro, que o senador José Serra desmente enfaticamente que tenha havido qualquer negociação em relação à Venezuela nas conversas que teve na Chancelaria no Uruguai. Ele, inclusive, convocou, convidou a seu gabinete o embaixador do Uruguai no Brasil, que esteve presente na conversa. O nosso colega e chanceler simplesmente desmente a notícia. Mas estávamos até agora a reboque dos bolivarianos e ele está fazendo o que se está pedindo dele — disse Jereissati.
O requerimento não foi votado. Mas o debate se manteve por um bom tempo. A primeira a contestar foi a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), acusando o governo Temer de “golpista” também no caso do Mercosul.
Fonte: Blog do BG
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