12 de set. de 2020 - Por Rodrigo Freire

Foto: Reprodução
Dois turistas paraenses foram sequestrados e torturados por traficantes armados da Rocinha na madrugada deste sábado, após serem confundidos com milicianos. Segundo a Polícia Militar, eles foram resgatados por agentes da UPP local na manhã deste sábado, após receberem a denúncia das vítimas.
Eles teriam sido abordados enquanto curtiam um pagode num bar na comunidade e foram encaminhados pelos policiais ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, no fim da madrugada. Foram liberados por volta de 7h e passam bem.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que eles viram o evento nas redes sociais e, por isso, acharam que seria seguro e decidiram ir, chegando lá por volta de 1h. Cerca de uma hora depois, cinco traficantes armados os abordaram, os obrigando a ir até uma casa no alto da comunidade.
– Foram cerca de duas horas de tortura. Enquanto eles nos davam socos e nos ameaçavam de morte, diziam que estavam esperando o dono do morro chegar para decidir o que fazer com a gente. Mas, quando o dono chegou, ele entendeu que não éramos milicianos e nos liberou. Disse ainda para pedirmos ajuda na UPP da Rocinha – detalhou.
Após serem liberados pelos bandidos, eles procuraram os policiais, que os levaram ao hospital. Ainda segundo a vítima, o trauma fez com que o retorno para Belém, programado para terça-feira, fosse antecipado para hoje.
– Vamos ainda nessa tarde ao aeroporto procurar uma passagem para voltarmos para casa logo. Não existe mais clima para continuar aqui – lamentou o turista, enquanto aguardava na 11ª DP (Rocinha) para registrar a ocorrência.
Num vídeo divulgado neste sábado no twitter da PM, a vítima agradeceu o apoio dos agentes:
“Somos do Belém do Pará e viemos aqui pro Rio. Fomos a um pagode na Rocinha e acabamos sendo confundidos com milicianos. Nos levaram pra cima da Rocinha e lá fomos torturados. Agradecemos a intervenção da Polícia Militar, que conseguiu trazer a gente pro hospital”, disse uma das vítimas, em frente ao Miguel Couto.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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