02 de abr. de 2013 - Por bruno
Os moradores que foram afetados diretamente pelo sinistro registrado no prédio da construtora Cral, no conjunto Alagamar em Ponta Negra, acionaram a Justiça para tentar sanar os prejuízos acumulados na última semana. Ontem, a advogada Jucélia Basílio, que representa três proprietários de imóveis também interditados pelos Bombeiros e mais dez moradores, ingressou com uma ação judicial exigindo o pagamento de danos morais, materiais e o fornecimento de roupas, alimentos e medicamentos. A causa tem valor superior a R$ 1,6 milhão e será julgada na 17ª Vara Cível de Natal.
De acordo com a advogada, os moradores estão desassistidos. A empresa está pagando o aluguel de três imóveis no mesmo bairro, mas, para ela, isso é pouco. Tem gente que não está indo à aula porque não tem material escolar. Estão sem roupa, sem sapato. Eles não podem entrar nas casas porque estão interditadas. É uma situação bastante complicada e a empresa não se mostra interessada em colaborar para resolver a situação. Por isso resolvemos acionar a Justiça, colocou.
Devido os problemas gerados pela interdição, a advogada pede na Justiça o pagamento de indenização no valor de R$ 400 mil que será dividido entre os treze moradores que ela representa. Além disso, estamos pedindo R$ 400 mil por cada imóvel que está interditado, disse. Jucélia acredita que o processo será analisado brevemente pela Justiça. Uma das partes tem mais de 70 anos e incluí essa informação no pedido ao magistrado.
Até ontem, a Cral Construções e Empreendimentos ainda não tinha definido a data para demolir o prédio que ameaça desabar em Ponta Negra. De acordo com a empresa, falta a liberação do Corpo de Bombeiros (CBM/RN) para realizar a demolição. No entanto, o CBM/RN afirma que a manobra independe de autorização da instituição. Passado uma semana desde que rachaduras e fissuras fizeram com que o prédio declinasse, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea-RN) não recebeu nenhuma documentação da construtora. Bombeiros também não receberam o laudo pericial encomendado pela empresa.
Parte da estrutura do prédio em construção na avenida Estrela do Mar, no conjunto Alagamar, em Ponta Negra, cedeu na tarde do dia 25 de março. A construção foi interditada pelo CBM/RN bem como quatro residências localizadas ao redor do prédio. Dois dias após a interdição, o advogado da empresa, Luiz Queiroz, afirmou que a edificação seria demolida.
Tribuna do Norte
Fonte: Blog do BG
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