30 de set. de 2024 - Por Rodrigo Freire
Foto: José Cruz/Agência Brasil
As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 21,4 bilhões em agosto, informou o Banco Central nesta segunda-feira (30).
O déficit primário acontece quando as receitas com impostos ficam abaixo das despesas, desconsiderando os juros da dívida pública. Em caso contrário, há superávit. O resultado engloba o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
O resultado representa melhora frente ao mesmo mês do ano passado, quando o rombo somou R$ 22,8 bilhões.
De acordo com o BC, o déficit das contas públicas em agosto foi resultado do desempenho das contas somente do governo federal – estados, municípios e também das empresas estatais apresentaram superávit.
Veja abaixo:
Parcial do ano e meta fiscal
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas públicas apresentaram um resultado negativo de R$ 86,2 bilhões, o equivalente a 1,14% do PIB.
Isso representa piora em relação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um déficit primário de R$ 79 bilhões, ou 1,11% do PIB.
Após despesas com juros
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta – no conceito conhecido no mercado como resultado nominal, utilizado para comparação internacional –, houve déficit de R$ 1,11 trilhão nas contas do setor público em doze meses até agosto – o equivalente a 9,8% do PIB.
Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.
O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do resultado mensal das contas, das atuações do BC no câmbio, e dos juros básicos da economia (Selic) fixados pela instituição para conter a inflação.
Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano, após uma alta neste mês.
Segundo o BC, em doze meses até agosto deste ano, as despesas com juros nominais somaram R$ 854 bilhões (7,55% do PIB).
Dívida pública
A dívida do setor público consolidado registrou alta de 0,1 ponto percentual do PIB no último mês, passando de 78,4% do PIB (valor revisado), em junho deste ano, para 78,5% do PIB em agosto – o equivalente a R$ 8,98 trilhões.
O atual patamar é o mais alto desde outubro de 2021 – quando somou 79,5% do PIB. Ou seja, é o maior nível em quase três anos.
No governo Lula, a dívida pública avançou 6,8 pontos percentuais, pois estava em 71,7% do PIB no fechamento do ano de 2022.
g1
Fonte: Blog do BG
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