14 de jul. de 2018 - Por bruno

Foto: Divulgação
A reportagem do Estado foi expulsa à força do hotel Lotte, em Moscou, sede da Fifa durante a Copa do Mundo. O motivo: violar o “direito de privacidade do Emir do Catar”, que está hospedado no mesmo lugar.
Depois de cerca de 20 minutos fora do local e cercado por seguranças, fui autorizado a entrar de novo, depois que um dos hóspedes – membro da Federação Portuguesa de Futebol – conseguiu contato com a gerência do hotel.
Confira relato do jornalista
Sem nenhum motivo e enquanto eu escrevia uma matéria sentado em um dos sofás do local, quatro seguranças se aproximaram e pediram minha credencial da Copa do Mundo. Depois de fornecer o documento, fotos foram feitas da credencial e minha. Enquanto policiais me cercavam, um deles fez um telefonema. Ao desligar, ordenou que os demais me retirassem do recinto.
Um deles me agarrou para que eu me levantasse, enquanto os demais foram empurrando para fora. Sem dar qualquer tipo de explicação. Outros jornalistas presentes no lobby – alemães e ingleses – não foram alvo de qualquer controle e continuaram no recinto.
O hotel se recusou a dar explicações, mesmo depois de o local ter sido usado pela reportagem por diversas ocasiões durante a Copa do Mundo. Um dos gerentes, ao tentar se desculpar, explicou que a ação havia sido tomada pela FSB, herdeiros da KGB. “Esse é o velho estilo”, se justificou. “Foi um erro. Mas peço que isso seja esquecido, por favor”, disse o gerente, insistindo em oferecer um café.
Estadão Conteúdo
Fonte: Blog do BG
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