07 de dez. de 2013 - Por bruno

Foto: Divulgação
Por Interino
Lesão corporal e abuso de autoridade são os motivos mais recorrentes para instauração de procedimentos de apuração de possíveis crimes na Assessoria Administrativa do Comando da PMRN. Em um ano, houve um aumento de 68% no número de punições disciplinares impostas aos policiais.
O número de demissões, no entanto, diminui 81%. A investigação e punição de policiais com mau conduta é lenta. Há casos que esperam desfecho há mais de um ano. Atualmente, a PMRN é composta por 9.200 homens.
De acordo com o coronel Araújo, as denúncias investigadas pela corporação chegam por diversos meios: Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), imprensa e Corregedoria são os mais comuns. Desde a chegada de um caso até a punição final, o processo passa por um rito desgastante.
Há cinco caminhos possíveis: sindicância, inquérito policial militar (IPM), processo administrativo (PAD), Conselho de Disciplina (CD) e, no caso de oficiais, o Conselho de Justificação. Em comum, os procedimentos têm como objetivo chegar aos culpados pelo possível delito.
O Rio Grande do Norte não confia plenamente nas instituições responsáveis pela proteção do cidadão. Isso é o que indica a Pesquisa Nacional de Vitimização, divulgada, semana passada, pelo Ministério da Justiça. O estudo foi realizado em duas etapas pelo Datafolha e acompanhado pelo Centro de Estudos da Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da Universidade Federal de Minas Gerais.
De acordo com a pesquisa, só 13,9% dos entrevistados disseram que confiam plenamente na Polícia Militar e 14,9% na Polícia Civil. Como consequência da falta de confiança no aparelho policial, o Rio Grande do Norte figura entre os Estados brasileiros com menor taxa de notificação dos 12 tipos de crimes incluídos na pesquisa, entre eles agressões, fraudes, ofensas sexuais, acidente de trânsito, roubo de objetos.
Com informações da Tribuna do Norte
Fonte: Blog do BG
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