19 de fev. de 2026 - Por Gabi Fernandes
Foto: Elisa Elsie
O Estado do Rio Grande do Norte iniciou o ano de 2026 em uma situação fiscal crítica, figurando no “cheque especial” das contas públicas brasileiras. Segundo dados do Relatório de Gestão Fiscal (RGF) enviados ao Tesouro Nacional, o governo potiguar começou o exercício com um caixa negativo de R$ 3 bilhões.
O valor se refere aos recursos não vinculados (aqueles que não têm destino carimbado por lei) e revela que o Estado não possui dinheiro suficiente para quitar despesas herdadas de anos anteriores e assumir novos compromissos.
A situação do Rio Grande do Norte é apontada como a mais delicada entre as unidades da federação. Além do déficit bilionário, o governo de Fátima Bezerra (PT) foi o único do país a ultrapassar o limite máximo de gastos com pessoal exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O Executivo potiguar consumiu 56,41% da sua receita corrente líquida com folha de pagamento, ignorando o teto de 49%. O descumprimento pode levar a sanções graves, como o bloqueio de repasses da União e o impedimento de novos empréstimos.
O cenário financeiro conturbado coincide com o ano de despedida de Fátima Bezerra do comando do Executivo. A governadora deve renunciar ao cargo nas próximas semanas para disputar uma cadeira no Senado Federal.
Para agravar o cenário, o vice-governador Walter Alves (MDB) já comunicou oficialmente a Fátima Bezerra que não assumirá o comando do Estado caso ela renuncie para disputar o Senado. Walter anunciou que será candidato a deputado estadual e que o MDB-RN rompeu com o projeto sucessório do PT.
A decisão de Walter Alves redesenha o tabuleiro eleitoral. O MDB não apoiará a sucessão governista (Cadu Xavier) e fechou aliança com Allyson Bezerra.
Sem o vice para assumir, a eventual saída de Fátima para o Senado obrigaria o presidente da Assembleia Legislativa a assumir o Estado, fazendo com que a máquina caia em mãos opositoras durante a eleição.
Bnews Natal
Fonte: Blog do BG
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