24 de set. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
O criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse nesta terça feira, 23, que deixou a defesa do doleiro Alberto Youssef porque ele decidiu fazer delação premiada no caso da Lava Jato.
Castro informou que ainda aposta em sua estratégia para livrar Youssef da prisão e anular todas as ações contra o doleiro – o advogado ingressou com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pedido de suspeição do juiz federal Sérgio Fernando Moro.
O argumento central do advogado é que o juiz, nos autos do caso Banestado – investigação sobre evasão de divisas –, teria declarado que não poderia mais julgar Youssef em outras demandas.
“Minha tese é insuperável, imbatível”, disse Castro. “Mas hoje (23) fui comunicado por ele (Youssef) sobre sua decisão de fazer a delação premiada. Eu não trabalho com delação premiada, trabalho com a minha tese jurídica perante o STJ.”
Castro disse que tinha um acordo com o doleiro. “Ele foi muito correto, nós tínhamos um acordo. Se ele resolvesse fazer delação eu sairia da causa.”
‘Criminoso profissional’. Réu em seis ações da Lava Jato, Youssef já fez acordo de delação premiada com a Justiça antes, no processo do caso Banestado – evasão de divisas que pode ter alcançado US$ 30 bilhões, nos anos 1990.
Mas o doleiro voltou à atividade criminosa, segundo a Justiça, e por isso teve duas ações remanescentes do caso Banestado reabertas. Na semana passada, ele foi condenado a 4 anos e 4 meses de prisão por corrupção.
Na sentença, o juiz Sergio Moro, que também cuida das ações da Lava Jato afirmou que o doleiro é um “criminoso profissional”.
O juiz avalia que o doleiro “teve sua grande chance de abandonar o mundo do crime com o acordo de colaboração premiada, mas a desperdiçou, como indicam os fatos que levaram à rescisão do acordo”.
Estadão
Fonte: Blog do BG
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