16 de ago. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
A ex-senadora Marina Silva chegou no início da noite deste sábado na casa da família de Eduardo Campos. Dentro do PSB, o nome de Marina já se consolidou como candidata à Presidência da República. A disputa agora se dá em torno da escolha do vice. Para provavelmente discutir o assunto, lideranças do partido, junto com a candidata, que chegaram a se reunir e sair da residência, voltaram ao local para conversar com Marina e Renata.
Sem dar entrevistas, a ex-senadora chegou de van junto com outros nomes da Rede Sustentabilidade. Entre eles, estavam os deputados Miro Teixeira (PROS-RJ), Walter Feldman (PSB-SP), os vereadores Ricardo Young (PPS-SP) e Heloísa Helena (PSOL-AL), o ex-presidente do Ibama João Paulo Capobianco, a herdeira do banco Itaú Maria Alice Setubal e o coordenador da Rede, Pedro Ivo.
A tentativa é de aclamar um vice do próprio PSB, e há duas frentes no partido. De um lado, um grupo trabalha por um nome de Pernambuco, ligado a Campos. Na outra ponta, há quem defenda um político do Sudeste, com maior chance de atrair os eleitores indecisos, principalmente no Rio e em São Paulo. Se mantida a ideia de um nome de Pernambuco, se fortalecem os nomes de Fernando Bezerra e Maurício Rands. Em relação ao Sudeste, os nomes de Luiza Erundina e Júlio Delgado crescem na bolsa de apostas.
Mais cedo, a cúpula havia afirmado que a viúva Renata poderia se candidatar a vaga de vice, caso deseje. Os políticos afirmam, porém, que não trataram desse assunto com ela.
— Renata pode ser candidata a presidente, candidata a vice, candidata a governadora, vereadora. Ela é um quadro excepcional, não fiquem vendo a Renata apenas como esposa do Eduardo. É um quadro politico da maior importância. Ela é mulher de fortaleza extraordinária — afirmou o presidente em exercício do partido, Roberto Amaral.
Líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), que tem o seu nome também cotado para vice, foi além e deixou claro que a decisão só depende de Renata.
— Se ela quiser (ser vice), será ela — disse Beto, ressaltando também as qualidades da viúva de Campos.
Apesar das especulações sobre o nome da viúva de Campos, há algumas dificuldades. A primeira é o fato de Renata ser auditora do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Para se candidatar, é preciso estar licenciada do cargo três meses antes das eleições para poder entrar na disputa. Além disso, avalia-se que, apesar de ela ser um “quadro político”, filiada ao PSB há anos e com forte discernimento político, sua atenção está voltada para os cinco filhos, um deles com sete meses.
Os políticos do PSB voltaram a ressaltar que a chapa só será oficializada na próxima quarta-feira, 20, em reunião da Executiva em Brasília. Antes da definição nacional, Renata deve participar nesta segunda de um evento da candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao governo de Pernambuco. Câmara era o candidato de Campos na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.
Sobre a candidatura de Marina, o presidente em exercício do PSB não quis confirmar, mas ressaltou não haver nenhum outro nome em consulta.
— Até agora, não. Eu estou consultando primeiro a executiva nacional, terça me reúno com governadores. Na terça terá missa em memória do Eduardo na catedral de Brasília. Depois disso vou ouvir os governadores do partido e a opinião dos nossos candidatos majoritários — afirmou.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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