27 de abr. de 2016 - Por bruno

Foto: Divulgação
Defendida por políticos ligados ao governo federal, a antecipação de eleições para a Presidência da República não é consenso entre movimentos sociais contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A CUT (Central Única dos Trabalhadores) se posiciona contra a redução do mandato da atual presidente. “Eleição já está marcada, para outubro de 2018”, disse, na manhã desta quarta (27), o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. “Quem quiser governar o país, dialogue com o povo e vença as eleições de 2018. Até lá não reconhecemos ninguém que não passe por esse processo”, afirmou.
A entidade já havia se posicionado à coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, dizendo que a iniciativa legitimaria o impeachment. De acordo com a coluna, Dilma e Lula discutiram nesta semana a proposta com movimentos sociais. Além da CUT, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) também é contra. Já o MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto) se disse a favor.
O presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Adilson Araújo, também se diz contrário à antecipação das eleições. “Eu diria que é inapropriado, por nós vivermos a democracia. A eleição aconteceu e toda nossa luta se volta para garantir a legitimidade do mandato da presidenta Dilma”, afirma. “Nós vamos exaurir todas nossas forças no sentido de garantir a manutenção do Estado democrático de direito e fazer prevalecer os direitos da Constituição”, diz Araújo.
Michel Temer, que vai ocupar o cargo caso o impeachment de Dilma avance, é contra a convocação de eleições para presidente e já chamou a proposta de “golpe”. Segundo pesquisa Datafolha do começo do mês, Temer tem apenas 2% das intenções de voto. O ex-presidente Lula e a ex-senadora Marina Silva se alternam na primeira posição, a depender de quem seja o candidato tucano.
As CUT e a CTB falaram nesta quarta durante anúncio da programação do evento em comemoração ao 1º de Maio, Dia do Trabalho, no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo.
O evento acontece a partir das 10h deste domingo (1º), e a CUT espera que 100 mil pessoas passem pelo local ao longo do dia. Segundo a central, o ex-presidente Lula confirmou presença, e há expectativa de que a presidente Dilma compareça. Ministros, como Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, e prefeitos petistas, como Fernando Haddad, também devem marcar presença. À tarde haverá shows de Beth Carvalho, Martinho da Vila, Chico César e da banda Detonautas.
A CUT também convoca atos para domingo em Fortaleza, Goiânia, São Luís, Belo Horizonte, Curitiba e Florianópolis.
Folha Press
Fonte: Blog do BG
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