11 de jun. de 2011 - Por bruno

Foto: Divulgação
Vai cair nas mãos do Procurador Geral do Município, Bruno Macedo, o pedido de licença-prêmio por seis meses do servidor da Sejel, Danilo Menezes Nuñez . Danilo Menezes iria apresentar seu pedido de aposentadoria alegando perseguição por parte do secretário Rodrigo Cintra, mas amigos lhe convenceram a não dar ao inimigo, o sabor da vitória.
Aos 67 anos, Danilo Menezes é funcionário da antiga da Fenat, por ato do então prefeito José Agripino, em 1980. Coordenou Núcleos de Base, organizou campeonatos de base e chefiou o setor de cadastros. Conviveu com todos os secretários ou presidentes da entidade sem criar problemas. Sempre fou querido e respeitados por todos.
Danilo Menezes Nuñez, para quem não conhece, é uruguaio, nascido em 17 de fevereiro de 1945 em Rivera. Jogou no Nacional do Uruguai e no Vasco da Gama, entre 1965 e 1972. Participou, como reserva, da Celeste, na Copa do Mundo de 1966. Naturalizado brasileiro em 1968.
Veio para Natal jogar pelo ABC para a disputa do Brasileiro de 1972 e foi campeão estadual , jogando como meia-esquerda, em 1973, 1976 e 1978. Foi campeão como técnico em 1994. É considerado, segundo pesquisa feita em 2000, o melhor meia-esquerda da história do ABC. Formou o decorado meio-campo de todos os tempos no clube: Maranhão, Danilo Menezes e Alberi.
Depois da chegada do secretário Rodrigo Cintra, Danilo Menezes foi acusado, sem provas, de tramar contra o chefe, de liderar motins e de ser um opositor. A prefeita Micarla de Souza, chefe de Cintra, premiou Danilo Menezes, em 2008, com uma medalha do mérito da Fenat, como funcionário-padrão.
Danilo Menezes deprimido, angustiado, “ é a grande vitória sádica de Cintra” , disse o jornalista Rubens Lemos, autor do livro, Danilo Menezes, o Último Maestro, lançado em 2001. “Depois de Cintra, Danilo perdeu a alegria. Nós, seus amigos, estamos ao seu lado. Natal também deveria estar ao lado de Danilo, cidadão natalense, para destruir a frase de uma cidade que é ótima madrasta e péssima mãe. Danilo arquitetou alegrias. Cintra passará como o homem, o secretário que humilhou um ídolo com a passividade do poder público que silencia diante da injustiça, “completou Rubens Lemos Filho.
Fonte: Blog do BG
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