11 de abr. de 2019 - Por rodrigomatoso


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Por Rodrigo Matoso
Alguns veículos de imprensa contestam, cada vez mais, as pesquisas realizadas pelos principais institutos de pesquisa do país. Como exemplo, “os poderosos” Ibope e Datafolha, desde o período eleitoral no ano passado, passaram a conviver com fortes críticas após uma avalanche de incoerências que só foram “corrigidas”, no caso, quando restavam cerca de dez dias para o pleito.
Na corrida presidencial, enquanto institutos de pesquisas menos badalados apresentavam uma vantagem cada vez maior do então candidato Jair Bolsonaro, Ibope e Datafolha, traziam números de uma liderança discreta e congelada.
“Às vésperas” das eleições, repentinamente, a cada nova pesquisa, mostravam um crescimento avassalador do capitão, como apontavam os institutos menos badalados. Na antevéspera da eleição, cogitavam, até mesmo, uma vitória em primeiro turno, o que por pouco não ocorreu.
Este cenário de erros grosseiros não ficou restrito a corrida presidencial. Em Minas Gerais, por exemplo, Dilma Rousseff, líder nas pesquisas, acabou pulverizada e perdeu a sua cadeira no Senado.
Datafolha e Ibope ainda apresentaram resultados muito diferentes dos contabilizados nas urnas em pelo menos 4 Estados.
Sobrou para o pacote anticrime de Moro
O Datafolha garante que os brasileiros discordam do pacote anticrime. Ao mesmo tempo, o desempenho de Sergio Moro é considerado ótimo ou bom por 59% dos entrevistados.
Em pesquisas de institutos menos badalados vale um exemplo recente da aprovação acachapante de Moro, destacada neste Blog, conforme link que pode ser conferido abaixo.
Por outro lado, o Datafolha diz que para a maioria dos brasileiros, a posse de armas deve ser proibida (64%) e a sociedade não fica mais segura com pessoas armadas para se proteger (72%).
Uma parcela “expressivamente maior” também avalia que a polícia não pode ter liberdade para atirar em suspeitos porque pode atingir inocentes (81%), que policiais que matam devem ser investigados (79%) e que quem atira em alguém por estar muito nervoso deve ser punido (82%).
Como isso se explica?
O Datafolha não pesquisou os pontos principais do pacote anticrime. Por exemplo: o endurecimento da pena para os criminosos graves e reincidentes, o cárcere duro para os chefes do crime organizado, o fim da impunidade para os corruptos, a prisão dos condenados em segundo grau, a criminalização do caixa dois.
Veja mais: Sergio Moro desmonta ponto por ponto pesquisa Datafolha
Mais incoerência e dúvidas quanto aos critérios das pesquisas
Quanto a aprovação do governo e a popularidade do presidente, em meio aos seus acertos, pouco destacados nos veículos de imprensa, somado também aos erros e caneladas, merecidamente repercutidas, Ibope e Datafolha trabalham em cima da “desaprovação”.
Ignoram, por exemplo, que 32%, segundo as suas pesquisas, consideram o governo regular – o que é distinto do ruim ou péssimo. Somado aos que aprovam, se usassem os critérios em tal nível de incoerência que usam quanto a “desaprovação”, também poderiam destacar que mais de 60% não são contra.
Datafolha e Ibope precisam ser mais claros em seus questionários e direcionamento, ou serão cada vez mais taxados de institutos que trabalham de acordo com a sua conveniência.
Com acréscimo de informações do IG, O Antagonista, Coluna Esplanada, Folha de São Paulo e Jovem Pan
Fonte: Blog do BG
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