07 de jan. de 2026 - Por Judson Araújo
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6) que irá adotar medidas legais após o ministro do STF Alexandre de Moraes negar a transferência do ex-mandatário para um hospital, onde ele faria exames médicos depois de uma queda que teria provocado um traumatismo craniano leve.
Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, a decisão representa violação a direitos fundamentais, especialmente ao princípio da dignidade da pessoa humana. Ele argumenta que traumas na cabeça exigem investigação laboratorial adequada, o que, na avaliação da defesa, não pode ser feito de forma segura apenas nas dependências da Polícia Federal.
Os advogados também destacaram a idade de Bolsonaro e compararam o caso ao do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde. De acordo com a defesa, Bolsonaro possui histórico médico relevante e já passou por procedimentos recentes no Hospital DF Star, em Brasília, onde pretendia realizar os exames.
Bolsonaro teria caído durante a madrugada, dentro da cela na Superintendência da PF em Brasília, batendo a cabeça em um móvel. Moraes determinou que a Polícia Federal encaminhasse ao STF o laudo médico do atendimento inicial, que aponta lesão superficial no rosto e vestígios de sangue. A decisão sobre eventual autorização para exames hospitalares ainda será analisada pelo ministro.
Com informações da CNN
Fonte: Blog do BG
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