03 de jun. de 2016 - Por bruno
Transferência de Lucas Perdomo e Raí de Souza para o Complexo Penitenciário de Bangu – Fabiano Rocha / Agência O Globo
A delegada Cristiana Bento, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), pediu à Justiça a revogação da prisão temporária do jogador de futebol Lucas Perdomo, investigado por suposta participação no estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos ocorrido no Morro da Barão, na Praça Seca, no último dia 22. Responsável pela investigação do caso, a policial disse, no Fórum de Jacarepaguá, não ter provas suficientes contra ele. Por outro lado, Cristiana solicitou a prisão preventiva de mais dois suspeitos de envolvimento no crime: Moisés Lucena e um homem identificado apenas como Jefinho, que seriam traficantes.
Ao falar sobre a situação de Lucas — que foi levado nesta quinta-feira para o complexo penitenciário de Gericinó com Raí de Souza, suspeito de participação no estupro —, a delegada frisou que ele continuará sendo investigado mesmo fora da prisão:
— Ainda é cedo para afirmar que Lucas é inocente. Pedi a revogação de sua prisão temporária porque não há provas suficientes de sua suposta participação no estupro coletivo. Raí aparece no vídeo em que a vítima aparece nua e desacordada; Lucas, não. Não há testemunhas que indiquem a presença dele no local do crime. Esse, no entanto, é um ponto de vista meu. Nada impede que o juiz avalie de outra forma e ele permaneça preso.
Um terceiro suspeito, Raphael Assis Duarte Belo, que fez uma selfie com a vítima desacordada ao fundo, permanece preso. Ontem à noite, ele continuava na carceragem da Dcav. Outros três acusados, além de Moisés e Jefinho, estão foragidos: Sérgio Luiz, apontado como chefe do tráfico no Morro da Barão; Marcelo da Cruz Miranda Correa e Michel Brasil da Silva.
ADVOGADO CONFIANTE
Advogado de Lucas, Eduardo Antunes acredita que a Justiça determinará hoje a soltura do jogador. Segundo ele, as acusações contra seu cliente “sempre foram frágeis”:
— O único indício que sustentava a tese da participação de Lucas no crime era a citação de seu nome no depoimento da vítima. A jovem disse que foi para a casa dele, que ele era seu namorado, mas isso não é verdadeiro. Lucas ficou com a jovem há quatro meses, mas eles nunca namoraram. No dia do suposto estupro, ele estava com uma outra menina.
Na quarta-feira, Antunes apresentou à polícia uma jovem que afirma ter trocado mensagens de celular com a vítima do estupro. Numa delas, a adolescente de 16 anos teria negado o envolvimento do jogador no crime. Para o advogado, isso comprovou a inocência de seu cliente.
Delegada é favorável a liberação de um dos suspeitos do caso de estupro coletivo – Marcelo Theobald / Agência O Globo
O Globo
Fonte: Blog do BG
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