07 de abr. de 2024 - Por Ângelo Boanerge

Foto: Agência Brasil
As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti têm um ciclo natural de aumento e redução que segue variáveis sazonais e, pela média do que ocorreu na última década, o Brasil está hoje bem no meio do período anual mais crítico para essas enfermidades, revela uma análise independente.
O período entre a 15ª e a 17ª sétima semana do ano é o que costuma concentrar o maior número de ocorrências de dengue, zica e chikungunya, e nós entramos hoje na 16ª semana. A notificação de casos ainda deve levar algum tempo para retratar o que está acontecendo neste momento, mas quem se assustou com o tamanho dos recordes batidos ainda pode esperar ver uma piora nos próximos dias.
O alerta foi dado na última semana pelo pesquisador Wanderson Oliveira, ex-chefe da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS) e epidemiologista do Hospital das Forças Armadas. Uma análise que o especialista publicou na semana passada inspira preocupação ainda com a dinâmica da doença no Brasil.
— Leva-se um tempo entre a detecção do caso, com o preenchimento da ficha do paciente e a digitação dessa informação no banco de dados. Então o que a gente está visualizando hoje é um retrato de algumas semanas atrás — afirma Oliveira.
O Globo
Fonte: Blog do BG
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