14 de jun. de 2022 - Por Rodrigo Freire

Foto: Divulgação
Em sua denúncia, o seminarista Djalma Feliciano Ferreira Júnior conta que “ao chegar no Seminário São Pedro deparou-se “com o lado mais podre da Igreja, e o pior, tudo patrocinado por quem deveria salvaguardar a Igreja e o rebanho: o arcebispo, o guardião da fé. Na verdade, o usurpador da fé, o lobo, o detrator da fé”.
Na carta-documento a ser entregue ao Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquatro, representante da Santa Sé e maior autoridade católica do País, o seminário revela qur o arcebispo lhe propôs um trato. O silêncio em troca da ordenação como padre, “se eu seguisse os passos que ele orientaria”.
A proposta teria sido feita no dia 29 de dezembro de 2019, no coquetel do aniversário de instalação da paróquia da catedral. “Desde tal dia, nunca mais tive paz em nenhum aspecto. Cada vez que uma iniciativa foi feita pelo arcebispo um problema foi gerado, e eu, cada vez mais sendo exposto ao ridículo na arquidiocese e perante a sociedade. Tudo o que construí desde o primeiro dia de seminário foi sendo depredado paulatinamente, minha vocação sendo totalmente destruída”, complementa.
Por continuar se recusando a aceitar as investidas sexuais do arcebispo, Djalma Marinho passou a ser perseguido. Ele conta que no dia de Natal do ano passado foi obrigado a deixar a paróquia de São João Batista, na cidade de Pendências, “quando o arcebispo determinou o fim do suposto estagio pastoral que eu estava fazendo em vista da minha ordenação presbiterial”.
Quatro dias depois, numa reunião com o arcebispo e vários outros integrantes da Igreja, Djalma Junior foi informado que não seria ordenado na atual conjuntura e que deveria esperar o próximo arcebispo.
Na Carta-denúncia ao representante do papa Francisco, o seminarista conta que a intenção do arcebispo intimidá-lo e fazer “pressão psicológica”. Ele não calou-se e todos os participantes da reunião “ficaram praticamente calados”.
Fonte: Blog do BG
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