19 de mar. de 2015 - Por bruno

Foto: Divulgação
Dois deputados federais e um deputado estadual do PT de Minas Gerais enviaram nesta quinta-feira (19) à Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação sobre a eventual participação do senador Aécio Neves na chamada “lista de Furnas”.
No documento, os deputados federais Adelmo Leão e Padre João, e o estadual Rogério Correia, dizem que os depoimentos do doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato revelam indícios contra o Aécio e outros integrantes do PSDB de Minas Gerais num suposto esquema de desvio de recursos de Furnas Centrais Elétricas e da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) entre os anos de 1994 e 2002.
Em depoimento prestado dentro do acordo de delação premiada, Youssef diz que ouviu do ex-deputado José Janene (PP-PR), já morto, que Aécio dividia uma diretoria de Furnas com o PP e que a irmão do hoje senador fazia a arrecadação dos recursos.
Como tal citação não motivou abertura de inquérito contra Aécio, uma vez que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, considerou as citações vagas e baseadas num “ouviu falar” por parte de terceiros já mortos, os deputados do PT pedem que uma investigação que corre sobre Furnas no Rio de Janeiro, sem a presença de autoridades com foro especial, seja puxada para a Procuradoria-Geral da República.
“Veja-se Senhor Procurador-Geral da República que muito embora Vossa Excelência já tenha feito algum juízo de valor em relação à possibilidade de abertura de inquérito sobre determinadas pessoas mencionadas nas colaborações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, notadamente em relação ao atual Senador Aécio Neves, é imprescindível que novas investigações sejam entabuladas e aprofundadas acerca dos vultosos desvios de recursos públicos em ambas as empresas no período de 1994 a 2002 (CEMIG e FURNAS)”, diz trecho da representação.
Com o enviou do pedido, Janot deverá analisar o material e se manifestar sobre uma eventual abertura de investigações ou sobre o arquivamento da petição nos próximos dias.
Folha Press
Fonte: Blog do BG
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