21 de nov. de 2013 - Por bruno

Ex-diretor da Siemens acusou PSDB e DEM de fazer caixa 2 de campanha (Fabrizio Bensch/Reuters)
Em relatório entregue no dia 17 de abril ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer afirma que o atual secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo, o deputado licenciado Edson Aparecido (PSDB), foi apontado pelo lobista Arthur Gomes Teixeira como um dos destinatários de propina paga por empresas suspeitas de participar do cartel de trens e metrô em São Paulo e no Distrito Federal. Os documentos foram divulgados nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S.Paulo.
Rheinheimer é um dos seis ex-funcionários da Siemens que assinaram um acordo com o Cade um mês depois de a empresa alemã revelar as ações do cartel. Ele também cita o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) como suposto beneficiário.
É o primeiro documento oficial que vem a público contendo referências a supostas propinas pagas a políticos ligados a governos do PSDB em São Paulo. Até agora, o Ministério Público e a Polícia Federal apontavam suspeitas de corrupção que envolviam apenas ex-diretores de estatais como a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As acusações do ex-diretor da Siemens foram enviadas pelo Cade à Polícia Federal e anexadas ao inquérito que investiga o cartel.
No texto, Rheinheimer afirma ainda ter em seu poder “uma série documentos que provam a existência de um forte esquema de corrupção em de São Paulo durante os governos (Mário) Covas, Alckmin e (José) Serra, e que tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa dois do PSDB e do DEM”. “Trata-se de um esquema de corrupção de grandes proporções, porque envolve as maiores empresas multinacionais do ramo ferroviário como Alstom, Bombardier, Siemens e Caterpillar e os governos do Estado de São Paulo e do Distrito Federal”, escreveu.
Outros quatro políticos são citados pelo ex-diretor da Siemens como “envolvidos com a Procint”. A Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Athur Teixeira, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, é suspeita de intermediar o dinheiro repassado pelas empresas a agentes públicos.
O documento menciona o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e os secretários estaduais José Aníbal (Energia) e Jurandir Fernandes (Transportes Metropolitanos), ambos do PSDB, além do democrata Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Econômico).
Rheinheimer foi diretor da divisão de Transportes da Siemens, onde trabalhou por 22 anos, até março de 2007. Ele e outro delator prestaram depoimento à Polícia Federal em regime de colaboração premiada – em troca de eventual redução de pena ou até mesmo perdão judicial. Esses depoimentos estão sob sigilo.
FONTE: VEJA
Fonte: Blog do BG
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