16 de jan. de 2022 - Por bruno
Passados oito anos desde o deslizamento de terra que atingiu 171 casas, destruindo 26 destas por completo, no bairro de Mãe Luíza, na zona Leste da capital potiguar, Natal ainda ainda não tem um Plano Municipal de Redução de Riscos atualizado e em execução. Isso deve ocorrer com a sanção do novo Plano Diretor, que abrange outros planos complementares. Sem estudos robustos que possam prever desastres nas já conhecidas áreas de risco, os órgãos municipais têm atuado para reduzir danos, através de um Plano de Contingência e agora podem contar com informações sistematizadas das áreas de risco, a partir de um estudo do grupo Georisco da UFRN, que compilou informações obtidas pela Defesa Civil e recomendou formas de otimizar o trabalho.
Atualmente, a Prefeitura não tem contabilizadas quantas famílias estão vivendo nas áreas de risco e também não dispõe de um orçamento específico para prevenir tragédias. As áreas de riscos mais conhecidas são aquelas de encostas onde podem ocorrer desmoronamentos de terra, como no bairro de Mãe Luíza, na Comunidade do Jacó e na divisa entre os bairros Alecrim e Passo da Pátria. Além disso, as lagoas de captação que podem transbordar também representam risco para a população que mora perto.
Ainda não há previsão sobre a atualização do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) do Município de Natal que foi publicado em outubro de 2008, na gestão da ex-prefeita Micarla de Sousa, apontando a existência de 74 áreas críticas, divididas nas quatro zonas administrativas da cidade. O estudo tinha como objetivo auxiliar a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), além de melhorar a prevenção de desastres socioambientais.
Fonte: Blog do BG
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