27 de set. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata a reeleição, classificou como “factoide” a denúncia de que sua campanha teria recebido em 2010 recursos desviados da Petrobras. Segundo reportagem da revista “Veja”, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse a autoridades que teria sido procurado por Antonio Palocci, então um dos coordenadores da campanha presidencial do PT, com um pedido de colaboração para o comitê de Dilma no valor de R$ 2 milhões.
“Isso é um factoide”, disse a presidente durante entrevista coletiva realizada no final da manhã deste sábado (27) em Brasília. “Factoide esse que a revista ‘Veja’ costuma colocar nas suas páginas nas vésperas da eleição. A minha campanha tinha um tesoureiro, que é o ex-deputado José di Filipi. Foi ele quem apresentou as minhas contas para o TSE [Tribunal Superior Eleitoral], assinou-as, arrecadou, prestou contas e teve as contas aprovadas. O resto é factoide pré-eleitoral”, rebateu Dilma.
As denúncias de Paulo Roberto Costa, segundo a reportagem, teriam sido feitas para a Justiça no final do mês de agosto. O ex-dirigente da Petrobras deu as informações como forma de conseguir o benefício da delação premiada, quando um investigado colabora com a Justiça em troca de redução de eventual pena condenatória. A investigação foi deflagrada no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Ainda de acordo com o depoimento de Paulo Roberto Costa, Palocci não voltou a procurá-lo. Ele afirmou que encaminhou a demanda de Palocci para que o doleiro Alberto Youssef cuidasse da questão.
Youssef foi preso em março durante a operação Lava Jato. Paulo Roberto Costa teria entregado à Justiça uma lista com dezenas de nomes de congressistas que teriam recebido dinheiro desviado da Petrobras.
Fonte: Blog do BG
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