05 de set. de 2014 - Por bruno

Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, disse nesta sexta-feira (04) que buscará sempre o centro da meta de inflação, mas que não fará isso ao custo de desemprego.
“Meu compromisso é com a meta de inflação”, disse a presidente ao ser questionada sobre o resultado do IPCA divulgado nesta sexta, que mostrou a inflação em 12 meses acima do teto da meta – 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais.
“Eu procurarei sistematicamente buscar o centro da meta. Agora, para isso eu não vou, porque não acho correto, desempregar o povo brasileiro”, acrescentou, depois de participar da feira agropecuária Expointer, em Esteio (RS).
“A minha preocupação é sempre mirar o centro da meta e caminhar para que cada vez mais nós prossigamos para colocar a inflação o mais baixo possível”, acrescentou.
Segundo ela, esse debate sobre a meta inflacionária embute a discussão sobre um índice maior de desemprego e fim da política de valorização do salário mínimo.
A inflação oficial brasileira acelerou para 0,25 por cento em agosto, chegando a 6,51 por cento no período de 12 meses.
Não represamento do preço da gasolina
Dilma disse que é um “absurdo” afirmarem que ela está represando reajustes de tarifas que são administradas pelo governo.
“(Isso) depende da métrica, depende do método e depende dos interesses”, argumentou, acrescentando que o reajuste da gasolina ficou “um pouco acima da inflação” no seu mandato.
Pelos cálculos da presidente, os combustíveis tiveram reajustes de 31% na refinaria no seu mandato. Já a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar perto de 27% ao longo dos quatros anos do governo Dilma.
Segundo ela, antes de defender que os preços dos combustíveis oscilem de acordo com o valor internacional do barril de petróleo é preciso saber como esse mercado funciona e indicou que isso não deve ocorrer no Brasil.
“O mercado de petróleo funciona assim: há uma rusga entre os Estados Unidos e qualquer país do Oriente Médio, o petróleo dispara… o que eu quero dizer é que os fatores geopolíticos influenciam o preço do combustível”, argumentou.
Por isso, afirmou Dilma, não é possível que o país pegue todo petróleo “que é produzido aqui no Brasil com custo brasileiro e coloque ele linkado a um preço internacional”.
“Isso não quer dizer que nós não temos que buscar cada vez mais, da nossa forma, métodos de avaliar e de valorizar o combustível, de reajustá-lo ou não”, acrescentou.
Fonte: Blog do BG
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